Dr Jonas Oscar Paegle
Medicina
O entrevistado desta semana é o médico, Dr Jonas Oscar Paegle;
filho de Osvaldo e Antônia Marta Paegle, natural de Criciúma, nascido
aos 02.11.46. São em 4 irmãos: Jonas, Jairo (Advogado no Tribunal de
Contas), Jene (Engenheiro na Petrobrás) e Priscila (Médica). Cônjuge:
Rosalda, casados em 22.04.80; quatro filhas: Rina, Deise, Riza e
Martina. Torce pelo C.E.Paysandu e C.R.Vasco da Gama.
Formação?
Formei-me em Medicina no dia 12.12.72. Fiz Residência por 2 anos no Hospital dos Servidores Públicos, em Florianópolis.
Especialidade?
Sou Clínico médico.
Integrou a diretoria do mais querido da Pedro Werner?
Sim, durante 4 anos, como médico.
Quem dirigia o verde e branco, na época?
Naquela época dirigiam o clube: Dorval Vieira, Arthur Jacowicz, popular Polaco e Gerhard Nelson Appel.
E o treinador?
Destacaria o Natanael Ferreira.
Grandes atletas na época?
Entre outros citaria: Mário Botuverá, Boing, João, Pilo (filho de Dorval Vieira), Vado.
Na última eleição, como candidato a vereador, o que houve?
Por ser servidor público não desencontabilizei -me em tempo hábil.
Não pensa em candidatar-se a Prefeito ou a Vice?
Em potencial serei candidato a vereador e quando a vice ou a cabeça de chapa, dependerá de acordos.
Fatos marcantes?
Foram dois jogos inesquecíveis: vitória do Paysandu sobre o
Figueirense, no Orlando Scarpelli, em Florianópolis pelo escore de 1 x 0
e o empate em 2 x 2, com o Juventus, lá em Rio do Sul.
O que faz hoje?
Exerço a medicina...sou médico clínico.
Referências
- Jornal Em Foco. Entrevista publicada em 25 de abril de 2003.
Dr Arnoni Ulisses Caldart
Natural de Joaçaba/SC, nascido aos 01.02.52; casado com Marlice; dois filhos: Adriano e Aloísio.Como surgiu Brusque em sua trajetória?
Tendo nascido em Joaçaba, vim para Brusque, por intermédio do conhecidos.
Uma lembrança da juventude?
A Universidade.
Estudos?
Meus estudos foram realizados no Rio Grande do Sul, mais precisamente em Porto Alegre.
Como conheceu Marlice?
Tudo começou quando ela era enfermeira no Hospital em Porto Alegre.
Qual sua especialização?
Otorrinolaringologia que realiza atendimento clínico e cirúrgico de problemas relacionados ao nariz, ouvido e garganta.
A importância da audição?
A audição é um dos sentidos mais importantes e tem função primordial na comunicação e preservação da espécie, já que está ligada a função de alerta. A função vem sendo estudada há muitos anos e sua compreensão ainda não é completa.
Qual o mecanismo da audição?
O mecanismo da audição é bastante complexo, mas podemos resumi-la assim: o som entra pelo conduto auditivo externo, entra em contato com a membrana timpânica e é transmitida para a cadeia Ossicular – martelo, bigorna e estribo. Então o estímulo sonoro é transmitido para o interior da cóclea. A cóclea tem a função de transformar este estímulo em eletricidade – o que é feito pelas células ciliadas do ouvido. Este impulso elétrico é então transmitido para o nervo auditivo e deste ponto para o cérebro.
Sendo o corpo humano uno, a especialização dos ramos da medicina não é uma contradição?
Não.
Quais as diferenças básicas entre os remédios de marca e os genéricos?
A maior diferença é que os genéricos são mais baratos.
A globalização e a medicina?
A globalização contribuiu muito para a medicina.
A internet e a medicina?
A internet também ajudou muito a medicina
Grande nome na medicina?
Em Brusque citaria o Saudoso Dr Carlos Moritz
Se não fosse médico?
Talvez fosse advogado.
O ensino de Medicina, atualmente segue o esperado?
Não segue o esperado.
O que é uma sexta feira perfeita?
Aquela que termina bem a semana.
Lazer preferido?
Tênis.
A administração municipal está no caminho certo?
Não posso opinar, não acompanho.
O Brasil tem acerto?
Tem sim.
Costuma ler jornais?
Sim, diariamente.
Referências
- Jornal A VOZ DE BRUSQUE. Entrevista publicada em 18 de abril de 2008.
Dr
Adilson Schaefer
Medicina
O
entrevistado desta semana é o Cardiologista, Dr Adilson Schaefer,
nascido em Brusque aos 01.10.46; filho de Isidoro Schaefer e
Cassilda Orthmann Schaefer; casado com Eneida D. Nascimento Schaefer;
com a qual tem três filhos: Alexandre, Juliano e Manuela
Nosso
entrevistado, Dr Adilson Schaefer com a esposa Eneida e os filhos
O
que sente falta de sua infância?
Minha
infância foi muito boa, lembro com saudades dos bons momentos
vividos.
Quais
as lembranças que têm de sua infância?
Lembro
do tempo em que eu podia brincar na rua, ir na casa de amiguinhos, e
poder andar de bicicleta, livremente.
Como conheceu a Eneida?
Através
de seu irmão Estêvão Demétrio Nascimento, que era meu colega de
Faculdade.
Histórico escolar?
Estudei
no Colégio São Luiz, até a oitava série, e fiz o Científico em
Curitiba, interno no Colégio Paranaense dos Irmãos Maristas.
Há
quanto tempo está formado?
Estou
formado há 41 anos
Como
escolheu a sua profissão?
Escolhi
esta profissão porque sempre gostei da área de ciências e
biologia.
Possui
alguma especialização?
Cardiologia
e eletrocardiografia
Como
surgiu a Medicina em sua trajetória?
A
medicina surgiu ainda jovem, logo me identifiquei com a área da
saúde.
Algum
antecedente familiar?
Sim,
na família tenho parentes médicos, Dr. Nica Schaefer, Dr. Márcio
Clóvis Schaefer, ( in memorian ) e os irmãos de Dr. Márcio, Murilo
Rubens Schaefer (médico em Curitiba, que foi meu colega de
Faculdade, estudávamos na mesma sala) e Marcel Schaefer (médico em
Portugal) que são primos de segundo grau.
Os
avanços tecnológicos e a medicina?
Como
tudo, tem seus prós e seus contras, as tecnologias vieram para
ajudar diagnósticos, mas os médicos perderam um pouco do calor
humano, devido aos aparelhos.
A
globalização contribui com a medicina?
Sim,
a globalização ajudou bastante em todas as áreas, e na medicina
ficar informado de novos tratamentos, tão ràpidamente, é muito
importante.
A
medicina vencerá as doenças, hoje, ditas incuráveis?
Ainda
não podemos afirmar, mas com certeza os avanços, têm contribuído
para melhorar a qualidade de vida dos pacientes, e tem alongado a
vida de muitas pessoas.
O
médico de ontem e de hoje?
O
médico de ontem era um médico amigo da família, ia atender
chamados em casa, e criava um vínculo afetivo, mas hoje em dia, isto
não é mais possível, devido a segurança do profissional, que não
se arrisca em atender um chamado em casa, sem saber quem está
ligando.
Fale
- um pouco - de sua trajetória pessoal e profissional
Nasci
em Brusque, aqui morei até terminar o ginasial no Colégio São
Luiz, depois fui para Curitiba estudar o Científico, interno no
Colégio Paranaense dos Irmãos Maristas. Em seguida fiz vestibular
para medicina na Universidade Federal do Paraná, e como fui
excedente me ofereceram vaga na Faculdade de Medicina de Campos, no
Estado do Rio. Lá estudei até, o quinto ano e no sexto ano, já fui
transferido para o Rio de Janeiro, onde ali terminei a faculdade e em
seguida fiz especialidade no Hospital da Lagoa, no serviço do Dr.
Nelson Botelho.
Cardiologia é
a especialidade médica que se ocupa do diagnóstico e tratamento das
doenças que acometem o coração bem como os outros componentes do
sistema circulatório. O médico especialista nessa área é o
cardiologista. O exame mais comum, feito por rotina durante uma
consulta de cardiologia é o Eletrocardiograma. Com o advento das
inovações tecnológicas ainda é o Eletrocardiograma o exame mais
comum?
Sim,
continua sendo um exame importante.
A eletrocardiologia
é
a área da medicina que engloba todos os métodos que utilizam
a eletrocardiografia
como
base inicial da informação diagnóstica. Depois de analisada, a
eletrocardiografia pode dar origem a novas formas de se compreender a
atividade elétrica do coração. Quais são as principais indicações
da eletrocardiografia ?
Sempre
que se suspeita uma doença cardíaca, há a indicação de se fazer
um eletro. Num eletrocardiograma, pode ser diagnosticado, arritmias
,infarto do miocárdio , tamanho do coração, distúrbios de
condução etc.
O
que você mudaria - se pudesse - na profissão que exerce?
Não mudaria nada,
estou satisfeito com a profissão que escolhi.
E
a parte esportiva?
Tenho
participado ativamente: Em 1962, participei dos Jogos Abertos de
Santa Catarina em Blumenau, competindo em saltos ornamentais, na
época meu técnico foi Jarbas Cunha, do Bandeirante - tendo
representado Brusque no JASC - ficando em 4º lugar. Em 1963
participei do JASC, realizado em Joinville, desta vez jogando
basquete. Em 1969 participei do JASC em Blumenau competindo em
tênis de mesa, obtendo o 6° lugar. Também atuei no Futebol e no
voleibol dos Veteranos do Bandeirante durante 20 anos e 10 anos
respectivamente. Outrossim, participei de Corridas,
tendo iniciado os treinos para corridas em 1990,
participei de várias maratonas, e corri mais de 50 provas, recebi
várias medalhas: de ouro, prata e bronze. Minha última
participação em maratona foi em 2011 na meia maratona de Brusque.
Participei de várias
corridas de São Silvestre, e
em Balneário Camboriú, quando fiquei em 3° lugar no ano de
2010. Em Florianópolis participei da meia maratona da Caixa
Econômica Federal, em 2012, obtendo o 1º lugar na minha categoria.
Atualmente continuo treinando 4 a 5 vezes por semana, na Beira Rio,
em média de 8 a 10 km e pretendo continuar treinando enquanto puder.
Alguém
na família também teve atuação nos esportes?
Tenho três irmãs: Norma, Lisete e Renate, e que estas duas últimas
também foram atletas por vários anos. Lisete vogou vôlei em vários
Jogos Abertos e participou de campeonatos brasileiros, e Renate jogou
tênis também em vários jogos abertos, e participou de jogos
brasileiros e até competiu em Torneio Internacional, e ainda hoje
joga tênis em Florianópolis, lembrando que meus pais Isidoro e
Cassilda jogaram bolão por vários anos, e que receberam várias
medalhas
Quais os melhores livros que lá leu?
Gosto
muito dos livros da Agatha Christie, O senhor dos Anéis, The
Hobbit, entre alguns.
O
que faria se estivesse no início da carreira e que não teve coragem
de fazer?
Morar
fora do país.
O
que você aplica dos grandes educadores, das experiências que teve,
no dia a dia?
Quanto mais você
aprende,você toma consciência que o saber não ocupa lugar, por
isto a vida é um eterno aprender.
O
que o incomoda?
A
desonestidade das pessoas, a corrupção.
Quais
são as suas aspirações?
Viver
com saúde ao lado da minha família, e exercer a minha profissão
enquanto eu puder., e viajar bastante, que é o que gosto de fazer.
Qual
o maior desafio que enfrentou até agora?
Educar
meus três filhos.
Grandes
alegrias?
Alegrias
foram muitas, o nascimento de meus filhos foi muito marcante em minha
vida.
Finalizado,
alguma mensagem?
Acredito
que respeitar o próximo, e ser uma pessoa honesta, é o que leva as
pessoas a construírem um mundo melhor.
1972, recém formado
Meia maratona de
Florianópolis
Adilson, com os filhos
Alexandre e Manuela - os três são maratonistas .
Os médicos Ismar Morelli, Dr Nica, Adilson Schaefer e César Elias - com as esposas
Publicado no jornal EM FOCO aos 28 de fevereiro de 2014
Dr Germano Hoffmann
O entrevistado da semana é o médico Dr Germano Hoffmann, filho de Moritz Germano Hoffmann e Ida Willrich Hoffmann, nascido em Brusque aos 01.08.26;) casado com Lya Vianna Hoffmann (in memorian) tem um irmão: Erich.Uma palhinha da descendência?
Maritza casou com Gilberto Rau: filhos : Cristoph, Mayara e Tadjana; Ricardo casou com Ana Fátima Petrusky: Ana Lya, Ricardo Henrique, Egon Germano (in memorian) e Riana Ida; César casou com Joceline Laub: Sanatiel e Lander; Fábio casou com a Simone (filha da Carmelita e do Armando Sassi): Paulo Vicente, Natália e Tamara; Christian casou com Vanusa da Silva: Christian Filho, Arthur Germano e Renan Leonardo; Germano Hoffmann Filho e Iasmine são solteiros.
1 irmão: Erich Hoffmann7 filhos (5m e 2F)15 netos (9m e 6F)1 Bisneto: Pedro Ricardo Hoffmann Russi.1. Germano Hoffmann Filho2. Maritza Hoffmann Rau: Christoph Germano, Mayara e Tadjana.3. Ricardo Vianna H.: Ana Lya, Ricardo Henrique e Riana Ida.4. Cesar V.H.: Sanatiel e Iander.5. Fabio V.H.: Fabio Germano, Paulo Vicente, Natalia e Tamara.6. Iasmine V.H.7. Christian V.H.: Christian Filho, Arthur Germano e Renan.
Formação escolar?
Cursei o Primário no Alberto Torres, o ginasial e o secundário no Colégio Catarinense em Florianópolis e Medicina na Universidade do Paraná.
Como foi sua infância e juventude?
Minha infância foi futebol no Paysandu, quilica, peão, mocinho e bandido, circo idealizado pela Flore de Nair Hor Craher.
Como surgiu a Medicina em sua trajetória? Algum antecedente familiar?
Surgiu quando sofri uma cirurgia – apêndice aguda – em 1945, no hospital de Azambuja em contato com o Dr Nica e Dr Carlos e outro médicos, aconteceu o estalo para a medicina, resultando aí em cursar na Universidade do Paraná, já que havia faculdade de medicina em Santa Catarina.
Trajetória profissional?
..... em São Paulo, em 57 vim para Brusque, fui nomeado para o Posto de Saúde do Jardim Maluche, na época o Prefeito era o Dr Carlos Moritz, em seguida no SAMDU, juntamente com Dr Francisco R. Dal’ Igna e o Dr Nica em plantões de 24 por 48 horas. Fiz parte da Clínica dos Hospitais Azambuja, Evangélico e atualmente do Hospital Evangélico.
E as especializações médicas?
Na época em que me formei médico, todos éramos generalistas. Já havia as especializações, mas antes de se especializar o formando tinha que passar por clínica geral, para depois fazer especialidade, pois o ser humano é um todo, e não uma parte.
O médico de ontem e de hoje?
Nesses 50 anos –formei-me em 17.12.54 – que exerço a profissão observei uma mudança radical na forma em que a medicina é exercida. Antes tínhamos o médico da família. O mesmo médico tratava praticamente toda a família. As pessoas adquiriam confiança nesse profissional da área da medicina, que tratava de quase todas as doenças, registre-se com acompanhamento dos pacientes. Hoje, predomina os especialistas.
Os avanços tecnológicos e a medicina?
O avanço tecnológico contribui fortemente para a melhoria da saúde. Atualmente temos exames bem mais detalhados, como ultrassonografia, ressonância magnética e tomografia computadorizada e a vídeo-cirurgia, que é um avanço extraordinário na clínica cirúrgica, ressaltando-se que, não é mais preciso fazer cirurgia a “céu aberto”, além de reduzir o tempo de hospitalização e de convalescença . E destaque-se hoje, os estudos e as pesquisas de célula-tronco.
A globalização contribui com a medicina?
Sim, porque possibilita o intercâmbio de informações com uma rapidez instantânea.
A medicina vencerá as doenças, hoje, ditas incuráveis?
A evolução tecnológica trouxe grandes esperanças nesse particular, valendo salientar que sempre surgem novas contribuições, não só em detalhamento de exames laboratoriais, como em termos de instrumentalização, sabe-se também, que os cientistas não param de pesquisas e avançar em descobertas importantes.
O cigarro é um veneno?
Sim, tranquilamente.
Como se lida com o envelhecimento?
Apenas vivendo, pois para envelhecer é preciso continuar vivo.
Participação na comunidade?
Participo do Lions Clube Brusque-Centro desde 1957, tendo presidido o Clube em três oportunidades, fui associado do Santos Dumont, da Sociedade Beneficente so Caça e Tiro Araújo Brusque, da S.E. Bandeirante, do Clube Atlético Carlos Renaux e do C.E. Paysandu.
Que lema adota?
Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nele, e o mais ele fará (Salmo 37, v 4 e 5)
Se não fosse médico?
Com certeza seria padeiro, haja vista que a profissão de meu pai era confeiteiro e dono de uma padaria.
Alem de exercer a Medicina, o que faz Dr Germano Hoffmann?
Participo do Lions e do Grupo Amigo do Canto Alemão.
Grandes atletas?
No CACR: Arthur Olinger- que trouxe a bolo de couro do RS – os seus filhos Hélio e Mário, mais famoso trio tricolor. Mosimann, Afonsinho e Ivo Willrich. Mais os atlestas: Dirceu e Sarará, Pitsch Tensini, Nilo Bianchini, Evaldo Schaefer, Tesoura, Teixeirinha, Petrusky, Pilolo, Esnel, Aníbal Diegoli, Andrade (arqueiro) , Leba e no Paysandu: Herbert e Osvaldo Appel, Chico e Heinz Appel, ..... Domingos, Janga Rosin, Wilimar Ristow, Arthur e Érico Appel, Curt Appel, Aristides Salces, Nego Kuhn, Julinho R. Hildebrandt
Grandes Dirigentes:
Érico Trindade, Ayres Gevaerd, Arthur – Polaco – Jacovicz, Arthur Appel – que está fazendo renascer o mais querido da Pedro Werner e Bilo (W.W.Ainchinger)
Brusque comporta três clubes?
Acredito que três clubes não, um deles deveria ser fundido no Brusque, vez que três agremiações divide muito. Dois sim, porquanto o desafio levará as equipes para frente.
Quais dos filhos estão e/ou estiveram ligados aos esportes?
Ricardo e César: Ricardo era zagueiro do C. A. Carlos Renaux, Ricardo inclusive presidiu o Brusque. César atuou no infanto-juvenil da equipe esmeraldina. O Gemano Hoffmann Filho, popular Mano, joga futebol suíço na S.E. Bandeirante, atuando pela equipe Catareira, e é responsável pelo BADEJO, equipe que participa há 16 anos, desde 1989 do Campeonato Paralelo de Futebol de areia no Balneário de Camboriú, tendo sido campeão por 4 vezes: 1990/96/99 e 2004, ressalte-se que, sem que os cronistas esportivos locais tomassem conhecimento e registre-se o feito, nem mesmo com uma pequena nota. O Mano é também patrão de CTG- Laço do Bom Vaqueiro que fará no período de 03 a 07 de agosto, durante a Semana de Brusque o 21 Rodeio Crioulo Nacional. Oportunidade em que haverá premiações de dois carros Ford 0 km: 1 laço equipe e 1 laço dupla .
Referências
- Jornal A VOZ DE BRUSQUE. Edição de 04.06.05.
Dr Germano
Hoffmann.
Medicina
O
entrevistado desta semana é o médico e grande figura humana Dr
Germano Hoffmann, filho de Moritz Germano Hoffmann e Ida
Willrich Hoffmann, nascido em Brusque aos 01.08.26; casado com Lya
Vianna Hoffmann (in memorian) tem um irmão: Erich.
Nosso
entrevistado Dr Germano Hoffmann com
o filho primogênito, Dr. Germano Hoffmann
Filho
Uma palhinha
da descendência?
Maritza casou com Gilberto Rau: filhos: Christoph
Germano, Mayara e Tadjana; Ricardo casou com Ana Fátima Petruschky:
Ana Lya, Ricardo Henrique, Egon Germano (in memorian) e Riana
Ida; César casou com Joceline Laube: Sanatiel e Iander Luther; Fábio
casou com a Simone (filha da Carmelita e do Armando Sassi): Fabio
Germano, Paulo Vicente, Natália e Tamara; Christian casou com Vanusa
da Silva: Christian Filho, Arthur Germano e Renan Leonardo; Germano
Hoffmann Filho e Iasmine são solteiros. 1 irmão: Erich Hoffmann. 7
filhos (5m e 2F)15 netos (9m e 6F)1 Bisneto: Pedro Ricardo Hoffmann
Russi.1. Germano Hoffmann Filho2. Maritza Hoffmann Rau: Christoph
Germano, Mayara e Tadjana.3. Ricardo: Ana Lya, Ricardo Henrique e
Riana Ida.4. Cesar: Sanatiel e Iander.5. Fabio: Fabio Germano, Paulo
Vicente, Natalia e Tamara. 6. Iasmine 7. Christian: Christian Filho,
Arthur Germano e Renan Leonardo.
A
família: filhos, netos, genro,
noras e bisneto.
Formação escolar?
Cursei
o Primário no Alberto Torres, o ginasial e o secundário no Colégio
Catarinense em Florianópolis e Medicina na Universidade do Paraná.
Como foi sua
infância e juventude?
Minha infância
foi futebol no Paysandu, quilica, peão, mocinho e bandido, circo
idealizado pela Flore de Nair Hor Craher.
Como surgiu a
Medicina em sua trajetória? Algum antecedente familiar?
Surgiu
quando sofri uma cirurgia – apêndice aguda – em 1945, no
hospital de Azambuja em contato com o Dr Nica e Dr Carlos e outro
médicos, aconteceu o estalo para a medicina, resultando aí em
cursar na Universidade do Paraná, já que havia faculdade de
medicina em Santa Catarina.
Trajetória
profissional?
.....
em São Paulo, em 57 vim para Brusque, fui nomeado para o Posto de
Saúde do Jardim Maluche, na época o Prefeito era o Dr Carlos
Moritz, em seguida no SAMDU, juntamente com Dr Francisco R. Dal’
Igna e o Dr Nica em plantões de 24 por 48 horas. Fiz parte da
Clínica dos Hospitais Azambuja, Evangélico e atualmente do
Hospital Evangélico.
E as
especializações médicas?
Na
época em que me formei médico, todos eramos generalistas. Já havia
as especializações, mas antes de se especializar o formando tinha
que passar por clínica geral, para depois fazer especialidade, pois
o ser humano é um todo, e não uma parte.
O médico de
ontem e de hoje?
Nesses 50 anos
–formei-me em 17.12.54 – que exerço a profissão observei uma
mudança radical na forma em que a medicina é exercida. Antes
tínhamos o médico da família. O mesmo médico tratava praticamente
toda a família. As pessoas adquiriam confiança nesse profissional
da área da medicina, que tratava de quase todas as doenças,
registre-se com acompanhamento dos pacientes. Hoje, predomina os
especialistas.
Os avanços
tecnológicos e a medicina?
O
avanço tecnológico contribui fortemente para a melhoria da saúde.
Atualmente temos exames bem mais detalhados, como ultrassonografia,
ressonância magnética e tomografia computadorizada e a
vídeo-cirurgia, que é um avanço extraordinário na clínica
cirúrgica, ressaltando-se que, não é mais preciso fazer cirurgia a
“céu aberto”, além de reduzir o tempo de hospitalização e de
convalescença . E destaque-se hoje, os estudos e as pesquisas de
célula-tronco.
A
globalização contribui com a medicina?
Sim, porque
possibilita o intercâmbio de informações com uma rapidez
instantânea.
A medicina
vencerá as doenças, hoje, ditas incuráveis?
A
evolução tecnológica trouxe grandes esperanças nesse particular,
valendo salientar que sempre surgem novas contribuições, não só
em detalhamento de exames laboratoriais, como em termos de
instrumentalização, sabe-se também, que os cientistas não param
de pesquisas e avançar em descobertas importantes.
O cigarro é
um veneno?
Sim,
tranquilamente.
Como se lida
com o envelhecimento?
Apenas vivendo,
pois para envelhecer é preciso continuar vivo.
Participação
na comunidade?
Participo
do Lions Clube Brusque-Centro desde 1957, tendo presidido o Clube em
quatro oportunidades, fui associado do
Santos Dumont, da Sociedade Beneficente, do Caça e Tiro Araújo
Brusque, da S.E. Bandeirante, do Clube Atlético Carlos Renaux e do
C.E. Paysandu.
Que lema
adota?
Entrega o teu
caminho ao Senhor, confia nele, e o mais Ele fará (Salmo 37, v 4 e
5)
Se não fosse
médico?
Com certeza
seria padeiro, haja vista que a profissão de meu pai era confeiteiro
e dono de uma padaria.
Além de
exercer a Medicina, o que faz Dr Germano Hoffmann?
Participo do
Lions e do Grupo Amigo do Canto Alemão.
Grandes
atletas?
No
CACR: Arthur Olinger- que trouxe a bolo de couro do RS – os seus
filhos Hélio e Mário, mais famoso trio tricolor. Mosimann,
Afonsinho e Ivo Willrich. Mais os atlestas: Dirceu e Sarará, Pitsch
Tensini, Nilo Bianchini, Evaldo Schaefer, Tesoura, Teixeirinha,
Petrusky, Pilolo, Esnel, Aníbal Diegoli, Andrade (arqueiro), Leba e
no Paysandu: Herbert e Osvaldo Appel, Chico e Heinz Appel, .....
Domingos, Janga Rosin, Wilimar Ristow, Arthur e Érico Appel, Curt
Appel, Aristides Salces, Nego Kuhn, Julinho R. Hildebrandt
Grandes
Dirigentes:
Érico
Trindade, Ayres Gevaerd, Arthur – Polaco – Jacovicz, Arthur Appel
– que está fazendo renascer o mais querido da Pedro Werner e Bilo
(W.W.Ainchinger)
Brusque
comporta três clubes?
Acredito
que três clubes não, um deles deveria ser fundido no Brusque, vez
que três agremiações divide muito. Dois sim, porquanto o desafio
levará as equipes para frente.
Quais dos
filhos estão e/ou estiveram ligados aos esportes?
Ricardo
e César: Ricardo era zagueiro do C. A. Carlos Renaux, Ricardo
inclusive presidiu o Brusque. César atuou no infanto-juvenil da
equipe esmeraldina. O Gemano Hoffmann Filho, popular Mano, joga
futebol suíço na S.E. Bandeirante, atuando pela equipe Catareira, e
é responsável pelo BADEJO, equipe que participa há 24 anos, desde
1989 do Campeonato Paralelo de Futebol de areia no Balneário de
Camboriú, tendo sido campeão por 4 vezes: 1990/96/99 e 2004,
ressalte-se que, sem que os cronistas esportivos locais tomassem
conhecimento e registre-se o feito, nem mesmo com uma pequena nota. O
Mano é também patrão de CTG- Laço do Bom Vaqueiro. Em 2014, será
realizado o 30º Rodeio Crioulo
Nacional, nos dias 31 de julho a 3 de agosto.
De que sente
orgulho?
Depende
do sentido, primeiro de que orgulho quer que eu fale? Primeira
opção, daquele orgulho de ser orgulhoso, vaidoso e arrogante,
aquele orgulho negativo pejorativo de julgar-me o tal, o maior, o
mais bacanudo, o Super Shell, the Best, o mais querido, mais amado e
mais atuante, ou do outro orgulho, tranquilo, pacífico, da
satisfação pessoal, do viver normal, do respeito e bem querer ao
próximo. Sinto orgulho de muitas coisas, uma infinidade de coisas,
de pessoas, de animais, de obras de arte, de músicas, eventos, atos
e fatos vividos, principalmente do setor familiar, social e
profissional.Sinto orgulho dos meus filhos, do sucesso de cada um
deles, da convivência, encontros pessoais, das notas que meus filhos
e netos alcançam nas faculdades, no exercício de suas profissões,
nas suas alegrias e datas festivas. Sinto orgulho das minhas
amizades passadas e atuais, dos meus clientes, que me deixam alegre,
feliz e gratificado quando me declaram o seu carinho, amizade,
simpatia, afeição e bem querer. Quando me relatam fatos, palavras e
atitudes que eu dividi com eles(as) em algum momento de suas vidas,
dos quais relembram com saudades, alegria e emocionados, ou com
angustia e dúvidas. Amigo Luiz, sinto orgulho sim, e muito orgulho,
quando recebo mensagens no facebook, em que me relembram momentos
emocionantes na sala de parto e outros, nos quais eu pude ser
instrumento de Deus.
Para que equipes
torce?
Meu caro
Luiz, nasci Paisandú e o sou até hoje, apesar de ter nascido e
vivido minha infância e grande parte de minha vida adulta, vizinho
do campo e da sede do Esporte Clube Brusquense, na Av. Lauro Muller.
Na minha infância, o bambuzal que cercava por três lados o campo do
brusquense, me isolava do campo, e minha amizade com os Appel e
demais amigos da Rua Pedro Werner eram todos paisanduanos. Alem
disso, não havia muita afinidade entre as torcidas do lado de cá
do Rio Itajaí Mirim, chamado de Nitério, pela torcida do
Brusquense, do lado de lá do rio, considerada a elite de Brusque, a
maioria torcida do Brusquense. Mas nem por isso deixei de torcer
sempre pelo Brusquense e Carlos Renaux, do qual sou dono da Cadeira
Cativa Permanente nº 37. Em Florianópolis, torci pelo Avaí Futebol
Clube. Em Curitiba, torci pelo Curitiba Futebol Clube, time do
Fedato. No Rio, pelo Fluminense, onde o Helio Olinger treinou por
uns tempos, mas retornou à Brusque. Nunca fui apaixonado por time
algum, era torcedor do Botafogo e do Vasco da Gama, pelo zagueiro
Augusto, que conheci pessoalmente. Em São Paulo, fui do Palmeiras e
hoje pelo São Paulo. Em Porto Alegre, torço pelo Internacional.
Quais foram as
alegrias e tristezas que teve?
Muita
alegria quando consegui namorar com a que foi minha esposa, Lya
Vianna, quando estudava em Florianópolis. Muita alegria quando
passei no vestibular em Curitiba. Muita alegria e agradecimento à
Deus, quando consegui residência na Santa Casa de São Paulo. Pura
alegria quando com a minha filha Iasmine, como participante do Grupo
Amigo de Canto Alemão, visitamos a Europa, passando pela Alemanha,
França e Itália. Alegria intensa na visita ao túmulo de Napoleão
Bonaparte, em Paris, e de seu filho, chamado Rei de Roma. Joguei
moeda e formulei desejo na Fontana de Trevi, em Roma. A visita à
torre Eiffel foi uma alegria a parte. Feliz e alegre pelo nascimento
dos meus 7 filhos e 16 netos, sendo que todos nascidos comigo, à
exceção do Mano, primogênito, que nasceu em Florianópolis, terra
de sua mãe. Me alegro com os Rodeios do CTG Laço do Bom Vaqueiro,
cujo patrão é o meu filho Mano. O sucesso do Laboratório
Hoffmann, do filho Mano. Torcedor do Badejo no Futebol de areia, em
Balneário Camboriú, onde jogavam 4 de meus filhos, Mano, Ricardo,
Cesar e Fabio. E o quinto, o Guto, era o adjunto do treinador,
torcedor incentivador dos jogadores. Alegria pela minha filha
Maritza, que me deu o 1º neto, Christoph Germano Rau. Feliz pelas
formaturas dos meus filhos e netos. E na expectativa alegre de poder
assistir a formatura em Direito de minha filha Iasmine, em 2015. E as
alegrias que as minhas noras e genro, sempre amigos, me proporcionam.
Tristezas foram poucas, mas grandes e marcantes. 1ª a morte de meu
pai, meu grande amigo e meu orgulho, nos meus braços em um domingo
a tarde. O falecimento de minha mãe, o falecimento de minha esposa
Lya, muito jovem, com 54 anos. O óbito de um neto com 1 ano e 10
meses. A morte de um meu tio, Otto Rodolfo Hoffmann. A morte do Dr.
Carlos Moritz, meu amigo, mestre e professor, do qual muito aprendi,
e considero meu 2º pai. Tenho muita tristeza pela morte de amigos.
Pensa em escrever
um livro pela bela vida que teve?
Sem
dúvida, sou obrigado a fazê-lo, pois meu filho Ricardo me
pressiona a cada semana para iniciar. Mas pretendo publicar o livro
do meu pai, Moritz Germano Hoffmann, antes do meu.
Grandes nomes em Brusque?
Esta é
uma solicitação difícil de atender, pois implica em uma lista de
destaques de “grandes nomes” muito grande, enorme mesmo, de
difícil execução sem que se magoe alguém ou alguma família, que
não tiver citado algum membro de destaque. Acredito que nesta
imensa lista estariam escritos os seguintes nomes: 1. O Cônsul
Carlos Renaux, por ter importado a primeira fabrica têxtil da
Inglaterra e ter montado o parque fabril de Brusque. 2. João Bauer,
pioneiro da usina hidro-elétrica da Guabiruba, transferida para
Blumenau, onde cresceu como empresa Força e Luz, encampada pela
Celesc. 3. Johann Phillip Heinrich Hoffmann, cidadão imigrado da
Alemanha e que
emprestou
45.000 contos de réis, ao estado de Santa Catarina, para a
construção da primeira ponte de Brusque, e que nunca foi
reembolsado desta quantia .4. Ayres Gevaerd, filatelista e numismata,
fundador do Rotary Clube de Brusque e da Sociedade Amigos de Brusque,
paisanduano de coração e joalheiro de renome. 5. Arthur Appel,
fundador do primeiro Lions Clube de Brusque, que é também o 3º
Clube de Lions de Santa Catarina e o 12º Clube de Lions fundado no
Brasil. 6. Dr. Guilherme Renaux, importou os pardais para Brusque.
Havia uma praga de não lembro o que, e ele, como engenheiro
agrônomo, trouxe os pardais para acabar com esta praga. 7. Arthur
Olinger, pai de Mario e Helio, jogadores do Carlos Renaux, por ter
trazido a primeira bola de couro, do Rio Grande do Sul. Era tropeiro
e trazia gado do Rio Grande. Tenho para mim, que Arthur Olinger
merece uma estátua ou ao menos um busto, como o Sr. Arthur
Schlosser, criador e patrono dos JASC, por ter trazido a ª bola e
que ensejou que o Clube Esportivo Brusquense, fosse o Vovô do
Futebol Catarinense e
honra para Brusque.
Finalizando
Obrigado
amigo Luiz, por ter me levado a tantas lembranças e recordações,
que fazem um bem estar às nossas mentes e coração.
Dr Celso Carlos Emydio da Silva
Dr Celso, Pediatra, dotado de uma simplicidade e lealdade à toda prova. Atende seus pacientes com zelo, carinho e dedicação. Como Secretário Municipal de Saúde age com correção, desenvolvendo suas atividades dentro da legalidade. Tem postura, informa os munícipes sobre o dia-a-dia da Secretaria de Saúde, cultiva a convivência harmoniosa .com seus pares. Reconhece, como poucos, as pessoas pelos corredores da Prefeitura, uma das características dos homens que vencem. O legislativo estará — sem sombra de dúvidas - bem servido. Filiação: Pedro Corrêa da Silva e Tereza Emydio da Silva; natural de Itajaí e nascido aos 28.01.51. Dois irmãos: Minam e Renato. Cônjuge: Olga Maria Schneider da Silva, casados em 04.12.76; Dois filhos: Pedro Corrêa da Silva Neto e Ana Carolina Schneider da Silva (casada com Ricardo Lubke). Torcedor do C A Carlos Renaux, Palmeiras e Botafogo.Como foi sua formação? Estudei o 1º grau na Escola Victor Meireles, cursei o 2º grau no Pedro 11 e no Salesiano e o superior na UFSC. Fiz duas Pós-graduação: em Pediatria e em Gestão Pública.
Antes de atuar na Medicina?
Antes de atuar na Medicina fui: Músico no conjunto jovem guarda The Silver Stones, em Itajaí, Motorista, cobrador e entregador de materiais para Loja e com a colação de grau em Medicina, em 76 iniciei na profissão de médico Pediatra, culminando com minha vinda para o Berço da Fiação Catarinense nos idos de 79.
Como foi sua carreira em Brusque?
Inicialmente como atendente em Pronto-Socorro e Pediatra no Hospital Azambuja. Em 83, assumi como concursado do INSS (na época INAMPS), atendendo no PAM (Pronto Atendimento Médico) e no mesmo ano abri o Consultório Médico.
O que gosta de fazer?
Atender meus pacientes com zelo, carinho e dedicação e a convivência harmônica com meus familiares e amigos.
Fatos marcantes?
O nascimento dos filhos; ter encontrado a grande companheira Olga, a formação e o acompanhamento dos filhos (Pedro é Médico Veterinário e a Ana Caro-lina é enfermeira); a colação de grau em Medicina, bem como, a pós-graduação em Pediatria e Gestão Pública; as Bodas de prata realizada em 2001; ter ocupado o cargo de Secretário Municipal de Saúde no Governo Ciro/Dagomar; o convite formulado para sair candidato à vereador em Brusque e as amizades construídas durante os anos.
Participação em Clube de Serviços?
Participei num determinado período do Lyons Club Centro.
Participação política?
Sempre estive ligado ao PFL, ressalte-se, desde sua fundação em Brusque. Integrei o Diretório do Partido. Apoiei os candidatos Ciro e Dagomar , hoje Prefeito e Vice respectivamente e agora recebi convite para sair candidato à vereador, para o qual sendo eleito, pretendo trabalhar pela saúde do brusquense.
O que faz, Dr Celso, hoje?
Atuo exercendo a minha profissão como médico e tenho como hobby a música, leituras, participo de cursos de aperfeiçoamento e gosto de montar cavalo.
Referências
- Jornal A VOZ DE BRUSQUE. Edição nº de 04 de junho de 2004.
Fernando Luís Machado
Filho de José e Maria da Graça Machado, natural de Lages, nascido aos 13 de setembro de 1973; casado com Regina Cássia Ribeiro; torce para Flamengo. Especialidade: Cirurgia Geral do aparelho digestivo. Primeiramente fale de sua trajetória, onde nasceu, os familiares, a educação recebida de seus pais, como foi sua infância e juventude Nascido em Lages, cidade que muito me orgulha e onde ainda hoje mora meu pai e os pais de minha esposa. Brincávamos mais ao ar livre, nos movimentávamos mais e tínhamos muito mais contato com a natureza. Tínhamos menos brinquedos e quase nada automatizado. Quanto a educação recebida dos pais, sempre reforçaram os valores éticos, priorizando a amizade, a igualdade, a humanidade e a responsabilidade.
Formação escolar?
A formação primária foi no Colégio Diocesano de Lages – particular da Congregação Franciscana; a formação ginasial e secundarista no Colégio Industrial de Lages – exemplo de como a escola pública estadual pode ter muita qualidade; formação superior na Universidade Federal de Santa Catarina – referência da potência do ensino federal gratuito e de qualidade; especialização em Cirurgia Geral e Cirurgia do aparelho digestivo no Hospital Governador Celso Ramos de Florianópolis, atualmente, além da atividade profissional, sou aluno do Curso de pós-graduação em Auditoria-médica em Joinville e do curso de pós-graduação em Terapia Intensiva em Itajaí.
Como veio para Brusque?
Ao final de minha especialização foi feito contato por parte do Hospital Azambuja com o Hospital Governador Celso Ramos pela necessidade de cirurgião, então resolvi visitar o Hospital e depois decidi atuar nesta cidade.
Como surgiu a Medicina em sua vida? Antecedentes no ramo?
Acredito que a opção por uma profissão vem do amadurecimento do jovem que começa perceber sua importância no quadro social do país, define suas prioridades e planeja qual será sua posição para ser útil na construção de uma sociedade justa, igualitária, consciente e com pleno potencial para o desenvolvimento. Fiz minha escolha baseado nisso e na grande admiração por esta que considero não só uma profissão, mas também, uma arte. Em minha família, o primeiro médico foi meu primo, que hoje atua como pediatra. Eu sou o segundo e depois formou-se também meu irmão.
Fale de sua especialização
Na história da humanidade, a cirurgia como atividade, tem início antes mesmo da Medicina tradicional como a conhecemos. Hoje, mesmo com todo o avanço tecnológico e automatização, a atuação do cirurgião continua necessária e presente em nosso dia a dia.
Se o corpo humano é uno, o caminho não seria a Clínica Geral e não o médico especializado?
Acho importantíssimo que o médico generalista – clínico geral – tenha um conhecimento abrangente e qualificado o suficiente para resolver uma grande quantidade de casos, porém, a grande quantidade de informação existente hoje, exige a atuação de especialistas para que o atendimento seja mais eficiente e efetivo.
Com a especialização não ficou afastado o tradicional médico familiar?
Durante alguns anos isso foi realidade. Atualmente há uma tendência a valorização do médico de família devido à necessidade do atendimento básico de qualidade.
A globalização e a Medicina?
É importante tendo em vista a possibilidade de troca de informações e utilização dos recursos mais adequados em qualquer parte do globo.
A internet e a Medicina?
A internet é um recurso essencial não só na área médica, mas em toda atividade em que o conhecimento seja renovável com muita rapidez, pois, permite que profissional mantenha-se atualizado em sua função sem necessidade de deslocamento
Fumar faz mal à saúde?
Fumar faz mal à saúde em vários aspectos, causando lesões em vários sistemas orgânicos, como o sistema respiratório, sistema digestivo, sistema imune, além do sistema nervoso central.
A depressão é o mal do século?
Acredito que sim, pois a instabilidade psicológica influencia negativamente e possibilita o aparecimento de outras doenças em diversos órgãos.
O Brasil tem jeito?
Certamente o Brasil tem potencial para figurar entre as maiores nações mundiais, porém, existem diversos problemas em vários setores. Penso que o ponto principal a ser corrigido é a corrupção, pois ela atrasa e limita o desenvolvimento de todos os setores. Acredito que é necessária uma mudança de atitude nas pessoas, valorizando os princípios éticos, ressaltando as boas ações das pessoas, plantando no pensamento coletivo a idéia de bons valores e de um desenvolvimento coletivo, menos individualista.
Referências
- Jornal A VOZ DE BRUSQUE - Edição nº de 14 de novembro de 2008.
Dr Emílio Luís Niebuhr
O entrevistado da semana é o Dr Emílio Luís Niebuhr, filho dos saudosos Otto e Eugênia Albani Niebuh, nascido em Brusque aos 11/11/1938; são em 3 (três) irmãos: Otto Joel, Maria Eugênia e Emílio Luís; casado com Elisa Regina Schlosser Niebuhr, aos 06/05/1967; têm 2 (dois) filhos; Eugênia Regina e Arthur Otto; 05 (cinco) netos: Pedro Emilio, Victôria, Ian, Gabriela e Camila ; torce para Sport Club Brusquense, (ex CACR), Corinthias e Vasco da Gama. Como foi sua infância e juventude?Passei em Brusque, onde tivemos o privilégio de morar bem o centro – a Avenida Cônsul Carlos Renaux era denominada de João Pessoa – entre os dois cinemas: Coliseu e Real; joguei futebol com o time do Padre João Stuep; frequentei o Curso primário no Grupo Escolar Santo Antônio (conhecido como Colégio das Freiras), depois fiz o chamado ginasial no Colégio Cônsul Carlos Renaux, aí tive que ir para Blumenau para completar o chamado Científico, cursando também o Técnico em Contabilidade, no Colégio Santo Antônio, registre-se em regime de internado, face a não haver como ir e vir diariamente de Blumenau. Na juventude, ia ao cinema que era a diversão da época e gostava de acompanhar meu saudoso pai nas pescarias.
Como era seus pais? Qual a influência deles na disciplina e na formação?
De acordo com os hábitos da época, a disciplina era mais rígida que atualmente, mas os tinha como companheiros e amigos. Eram austeros, ma não severos. Meus pais dedicavam-se totalmente á formação dos filhos.
Como conheceu Elisa?
Conheci a Elisa quando retornei dos estudos de Medicina para trabalhar em Brusque, naquela época conheci Elisa, vez que as famílias eram todas conhecidas.
Como aconteceu a opção pela medicina?
Foi por influência materna ter optado por uma faculdade de Medicina, tendo escolhido o Rio de Janeiro para cursá-la. Tive a felicidade de passar no primeiro vestibular a que me submeti e no de 1957, iniciei o curso de Medicina, tendo colado grau em Medicina na data de 15/12/1962, em seguida, mais dois anos de Pós-Graduação, no Hospital dos Servidores do Estado, com especialização em Cirurgia Geral.
Como foi o início de sua trajetória profissional em Brusque?
Na volta á Brusque, retorno este antecipado pelo falecimento de meu pai, em 1965, fomos o 10º médico a instalar-se no Berço da Fiação Catarinense, a saber os Drs.: Humberto Mattiolli, Carlos Moritz, João Antônio Schaefer, popular Dr. Nica, Aluizo Haendchem, José Tridapalli, Germano Hoffmann, Francisco Dal’Igna, Márcio Clóvis Schaefer, Francisco Beduschi e eu.
Qual a influência da globalização na medicina?
Naquele tempo os recursos médicos eram bem menores de que na atualidade. A gente exercia um trabalho interessante, atuávamos, bem mais próximos da comunidade. O que em muito supria á necessidades de exames mais aprofundados, que até então não existia: daí para nossos dias a medicina teve uma grande revolução tecnológica e hoje, aparelhos sofisticados são usados na medicina globalizada com muita eficiência, trazendo reais vantagens no diagnóstico e tratamento das doenças.
A internet e o dia a dia na medicina?
Com a medicina globalizada a Internet também passou a ser instrumento de trabalho dos médicos que têm acesso facilitado ás modernas técnicas utilizadas em todo o mundo, outros sim, hoje em dia, todos os consultórios são informatizados e os pacientes cadastrados eletronicamente.
Como poder-se-ia definir o “genérico” para esclarecer o povão?
Um das evoluções da Medicina foi a implantação do uso de medicamentos “genéricos”. O laboratório que lança um medicamento novo na praça e tem 10 (dez) anos para explorá-lo, passados este prazo, é obrigado a lançar o produto dito “genérico”, ou seja, com o nome do produto químico utilizado no remédio e o preço mais acessível.
O “genérico” é confundido com os “similares”?
Infelizmente confundem-se medicamentos “genéricos” com os “similares” que geralmente são adquiridos pelas farmácias com bonificações. Isto faz com que sejam mais baratos, todavia, muitas vezes de procedência duvidosa e fazendo concorrência com os remédios chamados de “marca” e ou “genéricos”, pelo baixo custo. Desta forma, muitas pessoas são enganadas, acreditando que estão comprando um medicamento “genérico” quando na realidade está adquirindo um produto sem a qualificação técnica do medicamento receitado.
Se não fosse médico?
Provavelmente seria comerciante, haja vista que meu pai tinha um Engenho Descascador de Arroz.
Fale sobre a participação no Rotary Club de Brusque?
Somos filiados ao Rotory Club de Brusque desde 1968, ocupante, de certa forma, lugar deixado pelo meu saudoso pai, que, inclusive, foi um dos fundadores do Rotory Club de Brusque. Inicialmente as reuniões aconteciam na sede do CACR, de cuja janela, assistamos o treino da famosa equipe do CACR (hoje, Sport Club Brusquense).
Qual o melhor livro que já leu?
O melhor livro é o que estou lendo: “Anjos e Demônios”
Costuma ler jornais?
Sim , diariamente leio um jornal local e um regional e semanalmente, leio a VEJA.
O Brasil tem acerto?
Tem acerto sim... apesar das dificuldades o Brasil, está dando e vai dar certo, tanto que se houvesse mais seriedade estaríamos bem mais avançados. Tenho viajado á Europa e constatei que o padrão de vida no Brasil está igual ou melhor do que lá.
Referências
- Jornal Em Foco. Edição de 30 de outubro de 2012.
Dr Emílio Luís Niebuhr
Infância e juventude?
Passei em Brusque, onde tivemos o privilégio de morar bem no centro – a Avenida Cônsul Carlos Renaux era denominada de João Pessoa – entre os dois cinemas: Coliseu e Real; joguei futebol com o time do Padre João Steep; freqüentei o Curso Primário no Grupo Escolar Santo Antônio – conhecido como Colégio das Freitas, depois fiz o chamado Ginasial no Colégio Cônsul Carlos Renaux; aí tive que ir para Blumenau para completar o chamado Científico, cursando também o Técnico em Contabilidade, no Colégio Santo Antônio, registre-se em regime de internado, face a não haver como ir e vir diariamente de Blumenau. Na juventude, ia ao cinema que era a diversão da época e gostava de acompanhar meu saudoso pai nas pescarias.
Como eram seus pais? Influência da disciplina e na formação?
De acordo com os hábitos da época, a disciplina era mais rígida que atualmente, mas os tinha como companheiros e amigos. Eram austeros, mas não severos. Meus pais dedicavam-se totalmente à formação dos filhos.
Como conheceu a Elisa Regina?
Conheci a Elisa Regina quando retornei dos estudos de Medicina para trabalhar em Brusque, naquela época conheci Elisa, vez que as famílias eram todas conhecidas.
Como aconteceu a opção pela Medicina?
Foi mais por influência materna ter optado por uma faculdade de Medicina, tendo escolhido o Rio de Janeiro para cursá-la. Tive a felicidade de passar no primeiro vestibular a que me submeti e no ano de 1957, iniciei o curso de Medicina, tendo colado grau na data de 15.12.62, em seguida, mais dois anos de Pós-Graduação, no Hospital dos Servidores do Estado, com especialização em Cirurgia Geral.
Influência da globalização na Medicina?
Na volta à Brusque, retorno este antecipado pelo falecimento de meu pai, em 1965, formos o décimo médico a instalar-se no Berço da Fiação Catarinense, a saber os Drs.: Humberto Mattiolli, Carlos Moritz,
João Antônio Schaefer, popular Dr Nica, Aluizo Haendcem, José Tridapalli, Germano Hoffmann, Francisco Dal’ Igna, Márcio Clóvis Schaefer, Francisco Beduschi e eu. Naquele tempo os recursos médicos eram bem menores de que na atualidade. A gente exercia um trabalho interessante, atuávamos, bem mais próximo da comunidade. O que em muito supria às necessidades de exames mais aprofundados, que até então não existia; daí para nossos dias a Medicina teve uma grande revolução tecnológica e hoje, aparelhos sofisticados são usados na Medicina globalizada com muita eficiência trazendo reais vantagens no diagnóstico e no tratamento de doenças.
A internet e o dia a dia na Medicina?
Com a medicina globalizada a internet também passou a ser instrumento de trabalho dos médicos que têm acesso facilitado às modernas técnicas utilizadas em todo o mundo, outrossim, hoje em dia, todos os consultórios são informatizados e os pacientes cadastrados eletronicamente.
Como poder-se-ia definir o “genérico”, para esclarecer o povão?
Uma das evoluções da Medicina foi a implantação do uso do medicamento “genéricos”. O Laboratório que lança um medicamento novo na praça e tem dez anos para explorá-lo, passado este prazo, é obrigado a lançar o produto dito “genérico”, ou seja, com o nome do produto químico utilizado no remédio e a preço mais acessível. Infelizmente confundem-se medicamento “genéricos” com os “similares” que geralmente são adquiridos pelas farmácias com bonificações. Isto faz com que sejam mais baratos, todavia, muitas vezes de procedência duvidosa e fazendo concorrência com os remédios chamados de “marca” e ou “genéricos”, pelo baixo custo. Desta forma, muitas pessoas são enganadas, acreditando que estão comprando um medicamento “genérico” quando na realidade está adquirindo um produto sem a qualificação técnica do medicamento receitado.
Se não fosse médico?
Provavelmente seria um comerciante, haja vista que meu pai tinha um engenho descascador de arroz.
Fale sobre sua participação no Rotary Club Brusque
Somos filiados ao Rotary Club Brusque desde 1968, ocupante, de certa forma, do lugar deixado pelo meu saudoso pai, que, inclusive, foi um dos fundadores do Rotary Club Brusque. Inicialmente as reuniões aconteciam na sede do CACR , de cuja janela, assistíamos o treino da famosa equipe do CACR – hoje Sport Club Brusquense.
Qual o melhor livro que já leu?
O melhor livro é o que estou lendo: ”Anjos e Demônios”.
Costuma ler jornais?
Sim, diariamente leio um jornal local e um regional e semanalmente, leio a Veja;.
O Brasil tem acerto?
Tem acerto sim... apesar das dificuldades o Brasil está dando e vai dar certo, tanto que se houvesse mais seriedade estaríamos bem mais avançados. Tenho viajado à Europa e constatei que o padrão de vida no Brasil está igual ou melhor do que lá.
Referências
- Matéria publicada em A VOZ DE BRUSQUE, na semana de 06 a 12 de outubro de 2007.
Paulo Roberto Toebe
Filho de Reinold e Marilu Jacinta Toebe, natural de Mondaí/SC, nascido aos 30.05.66; são em 3 irmãos: Rui (médico Pediatra em Florianópolis), Marlene (Bioquímica em Mondai) e Paulo Roberto; 5 filhos: Mariana, Karin, Greice, Felipe (Grande) e Felipe (Pequeno). Torce para o Brusque e para o São Paulo.Como foi a sua infância e juventude?
Transcorreu de forma relativamente normal, em função de certa timidez, ressalte-se que destaquei-me no esporte como: Tênis de campo, corrida de resistência e musculação.
Como foi sua formação acadêmica?
Médico (UFSC), Neurologia Clínica (UEL –Universidade Estadual de Londrina), Epileptologia e Eletroencefalografia (Bielefeld –Alemanha) e eletro-neuromiografia (UFSC).
Resumo da vida profissional
Iniciei minha vida profissional no Hospital Evangélico, nos anos 90 à 93, depois abri a clinica, em que atuo até hoje.
Clínica Geral ou Especialidade?
A especialidade é importante para conhecimento, a experiência direcionada com atualizações a um grupo mais restrito de doenças, entretanto, não devemos esquecer que o paciente é um ser único, e não segmentado.
Os avanços tecnológicos e a Medicina?
Tem sido mais acentuado nas últimas décadas, entretanto se faz necessário o mesmo acompanhamento da classe médica.
A globalização e a Medicina?
Ótima, pois hoje tenho acesso em Brusque das atualizações médicas em todo o mundo.
Fumar faz mal?
Comprovadamente, sim.
Se não fosse médico?
Provavelmente Professor.
Já tinha lido a COLUNA DEZ?
Sim, frequentemente.
O Brasil tem acerto?
Sim, entretanto se faz necessário que a classe dominante - política e economicamente- seja fundamental para o crescimento como um todo fortalecido.
O que faz Dr Paulo Roberto Toebe, hoje?
Atuo em neurologia clínica, especialmente em epilepsia, eletroencefalografia, dor de cabeça, eletroneuromiografia, doença dos nervos periféricos e doenças do sistema nervoso central.
Referências
- Jornal A VOZ DE BRUSQUE. Edição de agosto de 2004.
O nosso entrevistado da semana é o Dr Murilo Veiga - Médico da Prefeitura Municipal de Guabiruba, Posto de Saúde do Aymoré, Médico do Trabalho e da Vigilância Epidemiológica;. filho de Helládio Olsen Veiga e Yolanda Vieira Veiga, nascido em Rio Negrinho, Santa Catarina, em 10 de fevereiro de 1962; casado com Norma Debrassi; torce em Florianópolis para o Figueirense Futebol Clube e em Brusque, por razões da esposa para o Carlos Renaux, o seu Pai era o Nilo Debrassi e a Mãe Maria Dalbosco Debrassi (ele nascido em Brusque e ela na Guabiruba, no Lageado Alto).
Dr. Murilo Veiga
Quais as memórias de criança?
Dos banhos de Chafariz no pátio do Hospital de Rio Negrinho, de meu ídolo, meu Pai junto aos filhos, das brincadeiras de criança, sem internet, sem computador; dos jogos de futebol como os amigos do ginásio e do prédio que morava em Florianópolis;
Sonho de criança?
Ser MÉDICO, e poder ajudar as pessoas, com alegria e bom relacionamento;
Como foi sua juventude?
Os amigos do ginásio sempre eram importantes e verdadeiros, amigos da Universidade, em muitos me apoiavam; tive que trabalhar no início da universidade, pois necessitava pagar os estudos, e por necessidade me afastei de muitos amigos.
Histórico escolar?
Toda a formação escolar foi em Florianópolis, ensino primário no Curso Elementar Menino Jesus, das Irmãs Franciscanas de São José 1969 à 1972;Ensino Ginasial e Científico de 1973 à 1979 no Colégio Catarinense, da Companhia de Jesus, Jesuítas,Universidade Federal de Santa Catarina em 1980 até 1988; Pós Graduação em Medicina do Trabalho na mesma Universidade em 1992 e Pós Graduação na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul em 1988 em Geriatria.
Primeira professora?
A ex-Irmã Maria Helena
Grandes professores?
Dona Walda Baixo no 4 º ano primário; Werner Leonardo Dann de Matemática; Padre José Francisco da Silveira Montenegro de Religião, Padre Aluísio de Literatura; Edson Osni Ramos de Física; Padre Eulógio de Química no Colégio Catarinense; na Universidade os Drs. Ernesto Damerau Cirurgia Geral; Ney Mund Cirurgia Geral; Otmar Bauer de Pneumologia; Leo Mauro Xavier de Urologia e Sidnei Jorge Sandin, um grande amigo, cirurgião que me ensinou o relacionamento médico paciente e que faleceu precocemente em 1993 em um acidente, meu melhor amigo como Médico na época;
Que matérias gostava?
Literatura, ler é sempre uma alegria, um mundo novo a descobrir em cada livro, Química, pois nos mostrava os mundos novos dos produtos químicos, a Cirurgia um sonho que ficou distante, mas que mexia com o imaginável de qualquer estudante de Medicina; ética Médica que nos mostrava a responsabilidade social e profissional, no relacionamento entre médicos e na época iniciamos a discussão do Hoje chamado Ato Médico;
Que matérias detestava?
Patologia, Parasitologia; Bioquímica pura teoria
Como conheceu a Norma?
Estava trabalhando no Hospital Regional de São José, em São José, na emergência geral, quando fomos procurados por um funcionário do Posto de atendimento do Besc, nos solicitando que dessemos um atendimento a uma funcionária, pois o pai estava com problemas cardíacos e estava internando em estado grave. ( Nilo Debrassi). Atendemos a solicitação e após alguns dias, começamos a conversar no refeitório do Hospital. No hospital, por uma questão de espaço, nossa sala ficou ao lado do posto do BESC e nossos laços foram se estreitando e com o passar do tempos, nos conhecendo e hoje estamos juntos a mais de 19 anos.
Pessoas em que se espelhava?
Meu Pai, minha Mãe, alguns tios e meus irmãos maiores
Pessoas que influenciaram?
Minha irmã Jane, enfermeira aposentada que dedicou toda a sua vida a ajudar a cuidar e educar os seus Irmãos e me mostrou muitos caminhos na Medicina e me deu o Primeiro Livro na Universidade de Anatomia Humana; Meus amigos Sidnei Jorge Sandin, falecido; e minha esposa Norma;
Como surgiu Guabiruba em sua trajetória?
Em 2008, quando estava em Florianópolis, iniciei uma conversa com minha esposa, de procurar um local que tivesse mais qualidade de vida, aonde se respirasse um ar mais puro, uma vida mais sossegada, uma vida de interior. Como ambos nascemos no interior, Guabiruba e Brusque foi nosso caminho. Surgiu então a possibilidade de deixar minhas obrigações em Florianópolis, e em conversa com a Secretária de Saúde da Guabiruba, Valquiria Kohler, hoje minha amiga de coração, vir trabalhar e desenvolver um novo desafio em minha vida. Aceitei e hoje tenho a Guabiruba em alta estima, pois aqui moro e vivo, tendo sido muito bem recebido pela população que atendo, e pelos dirigentes deste município. A Guabiruba faz parte de minha história e com certeza novos desafios virão.
Como surgiu a medicina em sua vida?
Tragicamente em Pomerode em 1968, quando meu Pai começava a carreira de Juiz de Direito e teve um Infarto Agudo do Miocárdio, falecendo e não havia recursos ou médicos a disposição para ajudar, ele faleceu junto a sua esposa e seus filhos.
Quais os casos mais comuns que surgem diariamente em seu consultório?
Quando se faz a escolha por atender a todos, com presteza, carinho, respeito, nós atendemos quase todos os tipos de doença. Nesta época do ano, no verão, estão desidratação, gastroenterites por contaminação por alimentos e água contaminados. Temos muitos casos de doenças degenerativas do cérebro, dos ossos, articulações. Quadros de dislipidemias (excesso de colesterol), hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus entre outras. Também atendemos quadros de doenças cerebrais, com doença de parkinson, alsheimer, e demências em geral. Na clínica geral, a pessoa é mais importante que a sua doença, ou seja, as doenças existem, mas como tratar e atender as pessoas é a melhor forma de enfrentar uma doença que pode ser muito grave, ou ser crônica. Devemos sempre buscar atender com mais respeito, humanidade, encontrar as soluções o mais breve, se possível traçar uma linha tênue entre a vida e a doença.
Qual foi o maior obstáculo que o Doutor teve que superar em sua vida?
a ausência de meu Pai e a falta de recursos financeiros para me aprofundar nos estudos; a perda de um Irmão e de um sobrinho precocemente, que considerava meu irmão mais novo, hora como um filho que amo muito e que sempre me recordo com alegria e com boas recordações; Como foi sua trajetória profissional? Por mais de 20 anos trabalhei no Banco de Estado de Santa Catarina, iniciei como escriturário e após Médico do trabalho, em consultório particular na Clinica dos funcionários do Besc, trabalhei no Hospital Regional de São José em São José na emergência Geral, em clínicas, no Hospital e Maternidade Dom Joaquim, aonde fui Diretor Clínico e Técnico e na Prefeitura Municipal da Guabiruba, local aonde escolhi para morar e viver;
Qual foi sua maior alegria na vida?
Várias: ver o sorriso de minha mãe e meus irmãos quando me formei em Medicina, quando assisti o primeiro parto, que foi de minha sobrinha Mariana, hoje advogada, quando conheci minha esposa Norma, quando me apaixonei pelos meus cachorros e triste quando morreram, fazer novos amigos em Brusque e Guabiruba; amigos verdadeiros; hoje minha alegria é tentar ajudar as pessoas longe da Medicina, podendo interceder nas suas necessidades, e viajar para conhecer novos lugares e museus como tive oportunidade de conhecer na Europa, velho continente e com culturas de milênios, acompanhado de minha companheira, minha eterna parceira e esposa.
Um conselho preventivo para manter-se saudável.
Exercícios físicos, alimentação saudável, sorrir diariamente, pois quando se sorri é um momento de felicidade, ter amigos verdadeiros ao seu lado, sempre acreditar que há um ser maior e criador de tudo, e que há um sentido em cada vida
Cite uma grande decepção.
A comercialização vil da Medicina e a destruição do Sistema de saúde de nosso país, com pagamentos tão distantes da realidade irrisórios e desumanos.
Tem participado de cursos extracurriculares, congressos e outros?
Cursos de atualização em Epidemiológia e recentemente Curso técnico de Cervejeiro, aonde pude aprender alguns segredos de uma bebida maravilhosa, que se consumida com cuidado e responsabilidade pode fazer bem a vida.
Referências
- Jornal Em Foco. Edição de 7 de fevereiro de 2012.
O entrevistado da semana é o especialista em Radiologia e
Ultrassonografia, Dr ANTÔNIO CARLOS SANDRINI, filho de Raulino e
Palmira Zomer Sandrini, natural de Orleans, nascido aos 12.04.47; casado
com Iza Burigo Sandrini; quatro filhos: Izabela, Giorgia, Marcos e
Lucas; torce para o Avaí.
Nosso entrevistado Dr Antônio Carlos Sandrini
Quais foram as suas aventuras de infância? Quais são as lembranças que você tem da sua infância?
A vida era mais tranquila e saudável, as brincadeiras eram ao ar
livre, próximas da natureza, jogávamos bola, nadávamos no rio e
brincávamos de filmes de cowboy.
Sonho de criança?
Sempre quis ser conhecer novos lugares, cidades e pessoas.
Você tem amigos da infância ainda?
Sim, muitos, mas estamos distantes, a maioria deles continua próximos a minha cidade natal, Orleans, sul de SC.
O que sente falta da infância?
Da liberdade de brincar na rua com amigos.
Quando você era criança queria ser adulto?
Sim, como toda criança, queremos crescer, fases da vida.
Como foi sua juventude? O que você mais gostava de fazer para se divertir?
Minha juventude, se passou, em grande parte, na capital, que era
ainda uma cidade pequena. Morávamos próximos a atual rodoviária, que na
época era uma praia com trapiche, onde tomávamos banho de mar.
Quais eventos mundiais tiveram o maior impacto em sua vida durante a sua infância e juventude?
Para mim, a vitória do Brasil nas copas de 58 e 62 foram
marcantes. Acho que daí em diante me tornei um amante do futebol. Meu
Avaí que o diga!!!
Pessoas que influenciaram?
Meu avo paterno, pelo seu carinho e amor dedicado a mim e meu pai, pelo seu caráter exemplar.
Como era a escola quando você era criança? Quais eram suas
melhores e piores matérias? De que atividades escolares e esportes você
participava?
Eu estudei em colégio interno, lembro-me da forma educada e
respeitosa como tratávamos nossos professores. Desde pequeno motivei-me
pela pelas ciências biológicas. Gostava muito de ler, mas não era o
melhor aluno em português.
Formação escolar?
Ensino primário em São Ludgero, o ginasial eu cursei no Colégio
Catarinense de Florianópolis e cursei medicina na Universidade Federal
de SC, fiz minha residência no IERM-RJ.
Primeira professora?
Minha tia Araci
Grandes professores?
Professora Alfredo D'aura Jorge, meu paraninfo de formatura, além de grande medico, era uma pessoa excepcional.
Como surgiu a medicina em sua trajetória profissional?
Naturalmente, gostava de biologia, admirava a profissão e e fiz
minha escolha profissional de maneira simples e tranquila, nada muito
planejado ou sonhado.
Após decidir-se pela medicina, quais foram os passos que traçou e seguiu?
A primeira parte foi estudar, depois disto, me especializei e me dediquei aos meus pacientes.
O que vem a ser ultrassonografia? também denominada ecografia?
'E um método de medicina diagnostica por imagem, que usa o som (ultra) para estudar tecidos e órgãos.
A ultrassonografia pode revelar a estrutura interna dos órgãos
reprodutivos e também do concepto, com precisão de mensuração e outras
características além de outros exames?
A grande vantagem da ultrassonografia sobre os outros métodos de
imagem e que não causa nenhum dano ao paciente ou ao feto, uma vez que
não usa radiação.
Em que se baseia a ultrassonografia?
Usa som acima da percepção humana para produzir imagens.
Quais as aplicações da ultrassonografia?
Atualmente, com os novos aparelhos e usada em praticamente todo o
corpo humano, excetuando em órgão que detenham ar em seu interior como
pulmões e estômago ou ossos.
Qual foi o maior desafio até agora?
O meu maior desafio foi o mais prazeroso e gratificante, criar e
educar meus 4 filhos. Trabalhar em Brusque durante 40 anos e ser
reconhecido pela sua sociedade, para mim, sempre foi muito importante.
Quais medos você tem ou teve? maior medo é o de envelhecer ou o de entristecer. ?
Tenho receios que todos tem, envelhecer sem saúde, certamente me aflige.
Algo que você apostou e não deu certo?
Apostei no Avaí ser campeão brasileiro da seria A, ficamos em sexto lugar...já esta bom!
O que faria se estivesse no inicio da carreira e não teve coragem de fazer?
Faria o que fiz novamente.
Finalizando. fale um pouco de sua trajetória profissional e da sua história de vida?
Sempre tive uma vida profissional pautada pelas boas relações com
amigos, colegas e pacientes. Quando vim para Brusque logo conheci
pessoas especiais que ate hoje são grandes amigos. Nossos filhos e netos
continuam esta historia de amizade, sinceridade e amor.
Referências
- Jornal Em Foco. Edição de 20 de novembro de 2012.
Filho de Maria de Jesus Carvalho Oliveira e Antônio Custódio de Oliveira, natural de Itapetininga, São Paulo, nascido aos 03.06.56; Três filhos: Diego, Adriano e Lucas. Especialista em Ortopedia e Traumatologia, também sub- especialista em Medicina e Cirurgia do tornozelo e pé e pós graduado em perícia médica.
Primeiramente fale de sua formação
Nasci em Itapetininga, onde fiz minha formação do primeiro e segundo grau e sendo filho de comerciantes trabalhei em uma mercearia até os 17 anos. Fui para São Paulo onde fiz um ano de cursinho e entrei na Escola Paulista de Medicina. Terminei a Faculdade em 1980 e comecei a fazer residência no Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo até 1984. Tive um convite para trabalhar na cidade de Bandeirantes, norte do Paraná, onde fiquei até final de novembro de 1985. Onde também fui convidado para participar do Rotary Club.
Como veio para Brusque? Foi bem acolhido?
Fui convidado por um vendedor de materiais ortopédicos para vir para Brusque, pois estavam precisando de mais um ortopedista. Comecei a trabalhar aqui em 01 de dezembro de 1985, onde fui bem acolhido pelos meus colegas de trabalho, por todo o corpo clínico e a direção do Hospital de Azambuja. Também fui muito bem acolhido pelo Rotary Club de Brusque, onde participo até hoje. Já ocupei todos os cargos do Clube, sou o responsável pelo intercâmbio de jovens e pelo intercâmbio de grupo de estudos (IGE). No próximo ano serei o responsável distrital do IGE
Quantos anos faz que exerce suas funções de médico em nossa cidade?
Vim para o Berço da Fiação Catarinense há 23 anos.
Como poder-se-ia diferenciar a ortopedia da traumatologia
A palavra ortopedia quer dizer: orthos = ereto e paidos = criança, onde se conclui que inicialmente a ortopedia cuidava das deformidades da infância e atualmente agem em todas as correções que acontecem no esqueleto. Já a traumatologia, como o próprio nome diz, cuida dos ferimentos que ocorrem no esqueleto provenientes de traumas.
Quando nos deparamos com a rotina dos pronto-socorros de uma cidade com o perfil de Brusque, sabemos que a cada segurado novas intercorrências podem nos fazer pensar que há sempre algo inédito a ser estudado e aprendido ?
Concordo plenamente, principalmente com relação a trauma. Em nossa cidade aumentou terrivelmente o número de acidentes de trânsito, tanto em número, como em gravidade. Cada dia temos algo diferente que exige muito estudo e planejamento para ser resolvido.
O que poderia ser dito a respeito de fratura de estresse?
A fratura de estresse ocorre quando há uma sobrecarga intensa no esqueleto. Isto ocorre tanto em atletas como em trabalhadores. As mais comuns são as dos ossos do metatarso que ocorre em pessoas que fazem longas caminhadas, sem ter preparo físico ou atletas em atividades intensas.
O exame físico, o diagnóstico radiográfico e o Raio-X se complementam no diagnóstico de uma fratura?
O diagnóstico de uma fratura começa com a história clínica – descrição do trauma, intensidade, violência, altura etc, depois vem o exame clínico e o radiográfico. Dependendo do complexidade pode ser necessário uma tomografia computadorizada ou uma ressonância nuclear magnética para orientar o tratamento que pode ser clínico ou cirúrgico.
Quais as causas ou fatores de risco de quedas envolvendo pessoas idosas?
As quedas das pessoas idosas ocorrem principalmente em casa devido a pisos escorregadios, tapetes sem antiderrapante, escadas sem corrimão, banheiros sem apoios para sentar e levantar do vaso sanitário, banquetas e apoios no Box e má iluminação. Tem pesquisas que mostram que a maioria das fraturas do colo de fêmur ocorrem principalmente à noite quando levantam e vão ao banheiro para urinar. Como principal fator de risco temos a osteoporose que é uma perda da massa óssea do esqueleto. Ocorre mais na mulher após a menopausa, mas também ocorre nos homens, porém numa idade mais avançada. A Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia tem um site: <http://www.casasegura.arqu.br/>, que orienta a construção de uma casa com mais segurança para todas as idades e principalmente para o idoso e os deficientes físicos.
Pela sua experiência, quais as causas mais freqüente s de problemas ortopédicos e traumatológico que aparecem no dia a dia no consultório?
Aqui em Brusque a causa mais freqüente são os acidentes de trânsito, principalmente com motos, seguidos que acidentes do trabalho e domésticos.
Quais as técnicas cirúrgicas mais recentes nas suas áreas de atuação?
Tanto a Ortopedia como a Traumatologia evoluiu muito nos últimos anos e como em outras áreas da cirurgia a tendência são as cirurgias minimamente invasivas. Explicando melhor, com novos equipamentos de imagem e novos equipamentos implantes podemos realizar grandes procedimentos cirúrgicos com pequenas incisões e em menor tempo. Diminuindo assim a morbidade, o tempo de hospitalização e a recuperação do doente. Há 2 anos o Hospital Azambuja adquiriu um arco cirúrgico que é um aparelho de RX em forma de “C” que transmite a imagem a um monitor durante a cirurgia. Com esse equipamento temos feito cirurgia percutâneas, que antes feitas abertas e necessitavam o dobro do tempo para serem realizadas. Nosso hospital está muito bem equipado e preparado para realizar todos os tipos de cirurgias ortopédicas e traumatológicas.
Como está Brusque equipada para enfrentar os problemas ortopédicos e traumatológicos em relação aos grandes centros?
Não perdemos nada para os grandes centros. Inclusive temos trazidos professores de grandes centros para realizarem cirurgias de alta complexidade aqui em nosso hospital, o que é uma grande honra para nós e uma grande comodidade para o paciente que não precisa de deslocar e ficar longe do convívio de seus familiares.
Com a expansão do conhecimento, a produção científica da área médica tem se ampliado intensamente nas últimas décadas, tornando essencial a atualização permanente do conhecimento. No entanto, se o número de informações cresce vertiginosamente, a aquisição destas também tem sido intensamente facilitada pelos meios atuais de comunicação via internet?
A internet tem facilitado muito o acesso a informações, porém o acesso a informação especializada é restrita e ainda tem um custo elevado, tanto no Brasil, como no exterior. Para acesso a informações especializadas eu sou sócio da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia , da Sociedade Brasileira de Medicina e Cirurgia do pé e Tornozelo, da Associação Brasileira de Traumatologia Ortopédica, da Sociedade Latino Americana de Ortopedia e Traumatologia e da Academia Americana de Cirurgiões Ortopédicos. Todas têm uma biblioteca e conferências on line.
A globalização e a Medicina?
Com a globalização houve um grande avanço na Medicina, tornando possível a realização de procedimentos cirúrgicos, com o uso de robôs, através da internet, de um país para o outro. Também tem seu lado negativo, pois diminuiu a relação médico-paciente. Hoje tanto o médico como o paciente estão mais dependentes de exames e de aparelhos do que uma boa história clínica e um bom exame físico.
O Brasil tem jeito?
Sim. Para mim não existe país melhor que o Brasil. Vivemos em um paraíso e não temos consciência disso. Temos verde durante o ano todo, água em abundância, apesar da enchente temos pouca calamidade como terremotos , ciclones e maremotos que destrói cidades inteiras. Acredito que uma melhora da educação e da qualidade da saúde temos um povo que é capaz de construir uma grande nação. É só acreditar que podemos.
O que é uma sexta feira perfeita?
Não acredito em sexta perfeita, acredito em todos os dia sem que acordo com saúde e disposição para trabalha . Também não dispenso um bom lazer e uma atividade física.
Costuma ler jornais?
Sim. Ao meio dia leio os jornais locais. Pela manhã ouço o rádio e algumas vezes à noite o noticiário pela televisão. As notícias nacionais e internacionais normalmente leio na Internet, nos intervalos do trabalho.
Referências
- Jornal Em Foco. Entrevista publicada em 20 de fevereiro de 2009.
Dr Márcio Clóvis Schaefer
Filho de Euvaldo e Edla Rauen Schaefer; natural de Brusque, nascido aos 01.11.37; Irmãos: Murilo Rubens (médico Neurologista em Curitiba), Marcel Cláudio (médico Oftamologista em Portugal); cônjuge: Ione Miriam Gerlach Schaefer – casados em 15.05.69; dois filhos: Márcio Clóvis Schaefer Filho - especialista em software e gerente de projetos em Softwae na Datasul (Joinville) e Daniela Schaefer Dell’ Agnollo – formada em Administração e casada com o empresário Gian Carlo Dell’ Agnollo (Brusque).
Uma palhinha sobre a formação?
Fiz o Primário no Grupo Escolar Santo Antônio, hoje é o Colégio São Luiz; o Ginasial e o Científico no Colégio Santo Antônio em Blumenau. Medicina cursei na Universidade Federal do Paraná, obtendo colação de grau em 1962. Sou pós-graduado na especialidade de Ginecologia –Obstetrícia, no Hospital das Clínicas em São Paulo e Medicina do Trabalho na Universidade Federal de Santa Catarina.
Alguma lembrança positiva do tempo dos bancos escolares?
Tive ao representar minha turma de Medicina como orador, por ocasião da formatura. Ressalte-se minha turma formou-se no ano do cinquentenáio da Universidade Federal do Paraná, que foi fundada em 18.12.1912, sendo que daqui a 8 anos comemorará o seu centenário de fundação. Se eu tiver vivo, serei o orador oficial.
Como surgiu a Medicina , algum antecedente familiar?
Como minha família é de formação cristã e, tendo eu feito o curso primário no Colégio das Irmãs da Divina Providência e, os cursos Ginasial e Cientifico, no tradicional e modelar estabelecimento de ensino que é o Colégio Santo Antônio, dos Padres Franciscanos, em Blumenau, onde eminentes e ilustres mestres, que sempre nos orientam para uma vida correta, justa e perfeita e, para fazer o bem ao próximo optei por seguir a Medicinaa.
A vida profissional?
Durante 35 anos trabalhei no Centro de Saúde local, tendo sido médico chefe, e também durante o mesmo período no SUS – antigo Inamps – e Samdu. Durante 22 anos trabalhei nos dois hospitais de Brusque,e há 42 anos clínico no Hospital Evangélico, onde ainda continuo trabalhando apenas reduzindo o ritmo. Durante 32 anos tive orgulho de trabalhar nas empresas Renaux , como Clínico Geral e Médico do Trabalho.
E as especialidades médicas?
Na época em que me formei médico, todos éramos clínicos gerais. Já havia as especialidades, mas antes de se especializar, o formando tinha que passar pela clínica geral, para depois fazer especialidade, pois o ser humano é um todo e não, uma parte.
O médico de ontem e de hoje?
Nesses 42 anos de profissão, posso dizer que mudou muita coisa. Primeiro no modo como a profissão é exercida. Antigamente tínhamos o médico da família. O mesmo médico tratava o vovô, o papai, a mamãe. As pessoas adquiriam confiança num médico que tratava de quase todas doenças e fazia uma acompanhamento dos pacientes. Hoje, quase não se encontram mais clínicos gerais, só especialistas.
E os avanços tecnológicos?
Uma grande mudança. A tecnologia evoluiu muito na área da saúde. Hoje temos exames bem mais detalhados como ultrassonografia, ressonância magnética, ecocardiograma, a tomografia computadorizada e a vídeo-cirurgia e daí por diante...
Em 05 de fevereiro do corrente ano, a Associação Médica Brasileira - AMB – concedeu o título de sócio jubilado o que representou para Dr Márcio esse honroso título?
Ao receber a comunicação fiquei surpreso e ao mesmo tempo feliz... é um reconhecimento... além de todo esse tempo na profissão, eu trabalhei a vida inteira com dignidade, de maneira séria e honesta. Essa postura deve ter sido levada em consideração. Estou muito orgulhoso.
Que lema adota?
A vida só é digna de ser vivida, quando se faz algo pela vida, em vida, com dignidade.
Se não fosse médico?
Seria médico.
A globalização contribui com a medicina?
Sim, porque houve intercâmbio mundial.
A Medicina vencerá as doenças ditas incuráveis?
A evolução tecnológica trouxe grandes esperanças, nesse particular e sempre aparecem novas coisas, mas, sabe-se que no meio do trigo sempre existe o joio.
O cigarro é venenoso?
Bota veneno nisso!
E o mundo atual?
O mundo de hoje está tão doido, com toda essa violência, cada vez menos valores... a TV só exibe programas de cunho muito baixo e o povo não tem mais discernimento. Quase não se lê mais, não se adquire mais cultura. Eu dou muita importância a isso; os políticos com raras exceções , pouco se interessam pela coletividade, pelo povo e pelos interesses pátrios.
Participação na comunidade?
Entre outras atividades na comunidade: sócio fundado da Sociedade Brusquense de Medicina e seu ex orador e ex presidente. Sócio remido da Associação Catarinense de Medicina, Sócio jubilado da Associação Médica Brasileira. Membro titular da Federação Brasileira das Sociedades de Ginecologia e Obstetrícia. Membro titular da Associação Catarinense e Nacional de Medicina do Trabalho. Membro associado do Colégio Brasileiro de Cirurgiões . Ex presidente do Lions Clube de Brusque-Centro, onde milito há 41 anos, ex professor de Biologia no C. Carlos Renaux, ex Médico diretor do Hospital Evangélico e Maternidade C.C. Renaux
Nunca pensou em ser candidato?
Não. Se eu fosse me meter em política não teria tempo para a medicina. Além disso, minha formação moral, não aceita determinadas coisas e certos conchavos...
Referências
- Jornal A VOZ DE BRUSQUE. Edição de 15 a 22 de outubro de 2004.
Dr Antônio Bastos Dias
Filho de José Waldemar Vieira Dias e Maria de Lourdes Bastos Dias (ambos in memorian), natural de Curitiba, nascido aos 12.05.46; cônjuge: Silvana, filhos: Leandro M. O. Dias e Larisse M. O. Dias
Como foi sua infância e juventude?
Como toda criança, matando passarinho, fazendo arapucas, caminhos de rolemãs, brincadeira de cowboy. Na juventude, rebelde, amava os Beatles e os Rolinstons, calças jeans e cabelos compridos.
Como eram seus pais – qual a influência na disciplina e na formação?
Pai militar do exército, mãe do lar; respeito à constituição, às leis, a ética e moral vigente
Formação escolar?
Colégio Nossa Senhora Medianeira em Curitiba; Colégio Estadual São Bento, São Bento do Sul; Colégio Santo Antônio, Blumenau e UFSC, Florianópolis. Como conheceu a Silvana?
São demais os perigos desta vida, para quem tem paixão, principalmente quando uma lua chega de repente e ao luar que atua desvairado vem se unir uma música qualquer, aí então é preciso ter cuidado porque deve andar por perto uma mulher, uma mulher que é como a própria lua, tão linda que só espalha sofrimento... tão cheia de pudor que...
O casamento ainda é válido?
Que seja imortal enquanto dure.
Primeira Professora?
Aglair
Que professor/a lembra com carinho ?
Gabriel Israel Filho – era homem, pai de família, professor competente, dedicado, inteligente, humano e amigo.
Como surgiu a medicina em sua trajetória profissional?
A família é praticamente dedicada as atividades ligadas à medicina
A qualidade de ensino cumpre as necessidades dos profissionais de Medicina?
Atualmente o ensino médico está muito fragmentado, especializado e sub especializado tecnicistamente distribuído por órgãos e o ser humano é a integração de alma, cérebro e corpo. Deve ser visto por inteiro. Há necessidade urgente do retorno de disciplina ao curriculum como: Filosofia, ética, deontologia, dicetomia, sociologia, planejamento estratégico em ações da saúde e discussão sobre o modelo de saúde que queremos e a que a sociedade necessita – tratar doença não é necessariamente fazer saúde.
Se não fosse médico?
Arqueólogo
Grandes nomes?
Médicos: Genival Veloso de França, Antônio Damerau, Danilo Freire Duarte, Marcos da Ros e Dr Nica; Empresários: Bill Gates e Ermínio de Moraes; Religiosos: Iatolá Komeini, Madre Tereza de Calcutáe Manhatama Gandhi; comerciantes: Fenícios; Cultura: Vinícius de Moraes; Educação: Cristóvão Buarque; Políticos: Ciro Marcial Roza, Roberto Jeferson e Pedro Simon.
Tem participado de algum clube de serviço?
Não
O que falta par ao Município deslanchar?
Modificação na legislação tributária nacional para que cobre sobre a renda e não sobre o trabalho
Nunca pensou em sair como candidato?
Nunca
O Brasil tem acerto?
Está certo dentro dos padrões brasileiros
Qual a melhor obra que já leu?
O Pequeno Príncipe e Antologia Poética
A globalização e a Medicina?
Antes da globalização nos preocupávamos com nossos problemas; hoje os problemas são de todos que habitam o planeta.
A internet e a Medicina?
Muita informação, mas pouco confiável
Tem lido a Coluna Dez? Vale a pena?
Sim.
Lazer?
Tiro e viagens
Referências
- Jornal Em Foco. Entrevista publicada em 08 de março de 2008.
A entrevistada da semana é a fonoaudióloga especializada em Audiologia primeira turma de pós-graduação em Audiologia) na Univali.
Desde quando está em Brusque?
Moro em Brusque desde 1998.
Pontos positivos de sua infância?
Cresci numa época onde ainda podíamos brincar na rua de bicicleta, de bola com os amigos sem medo do trânsito e dos ladrões.
E da Juventude?
Tive uma juventude saudável, onde meus objetivos eram o estudo, os amigos e minha família.
Como foi a educação recebida de seus pais?
A educação da pelos meus pais era bastante tradicional, sem muitas “liberdades” e muita responsabilidade.
Formação escolar?
Estudei em Florianópolis - cidade onde morei desde os 6 meses de idade – até terminar a escola. Comecei minha faculdade em Porto Alegre e terminei minha pós-graduação em Audiologia em Itajaí na Univali em 2001.
Como surgiu a medicina em sua carreira? Alguns antecedentes atuou na medicina?
Meu pai era professor de Bioquímica na UFSC, então sempre tive uma afinidade muito grande com a área de saúde. A fonoaudiologia foi uma conseqüência, principalmente a área em que atuo, a de aparelhos auditivos e exames auditivos.
O corpo humano sendo uno, a especialização tem prevalência sobre a Clínica Geral?
Em alguns casos sim, pois acredito que ninguém consiga dominar todos os assuntos completamente, mormente se tratando do ser humano.
A internet e a fonoaudiologia?
A internet só vem a complementar e aperfeiçoar a cada dia em nossa área de atuação, principalmente por estarmos afastados dos grandes centros, onde as atualizações ocorrem regularmente.
Se não fosse médica?
Não consigo me ver como outra profissional, que não seja a fonoaudióloga.
Fumar faz mal a saúde?
Sim, certamente... principalmente quando a pessoa chegar na sua terceira idade
O Brasil tem acerto?
Espero que sim
Referências
- Jornal a VOZ DE BRUSQUE aos 06.09.2008.
Dr FREDERICO GUIMARÃES MARCHISOTTI: O entrevistado da semana é o Dr. Frederico Guimarães Marchisotti, natural de Belo Horizonte/MG, nascido aos 02.03.1973; filho de Edoardo Marchisotti e Wilma Guimarães Marchisotti, solteiro. Médico Endocrinologista. Torce para Cruzeiro Esporte Clube.
Quais são as lembranças que você tem da sua infância?
No colégio: Lembro das aulas de judô, dos campeonatos de futebol que participava. De cantar o hino nacional frequentemente por imposição do colégio (pelo menos 1 vez por semana). Lembro do aprendizado de leitura através do uso de sílabas. Lembro dos ditados. Lembro das aulas em laboratório que me despertavam muito interesse (talvez já um indício de minha escolha profissional futura). Me lembro de alguns professores que marcaram minha infância, por exemplo um argentino muito rigoroso que era temido no colégio. Uma dupla de professoras gêmeas que nos confundiam (risos). Uma professora que até hoje me manda abraços através de uma tia que é sua vizinha. No condomínio: Era uma criança muito ativa e fazia muitas travessuras. Acho que meus pais tiveram bastante trabalho comigo (risos), mas também tinha meus momentos de inspiração como certa vez em que eu , meu irmão mais novo e outros dois amigos montamos uma peça de teatro com figurino, cenário, venda de bilhetes , refrigerante e pipoca . Eu era o diretor e protagonista. O salão de festas ficou lotado. Foi marcante. Uma senhora que trabalhava no ramo me convidou a frequentar aulas de teatro, mas para mim era apenas uma diversão e já intuía que aquele não era meu caminho. Lembro de dublar o cantor Paulo Ricardo do RPM que na época fazia sucesso no meio dos adolescentes com a música Radio Pirata. Subimos na mesa de sinuca e improvisamos o show ali mesmo (risos). Lembro das festas que eram realizadas no prédio: Junina, Natal e outras . Era uma época em que os vizinhos faziam parte ativa de nossa vida. Na vida social: Lembro das viagens anuais com a família para a Praia do Morro na cidade de Guarapari-ES onde minha tia tinha casa. O litoral capixaba é invadido pelos mineiros até hoje, pois são as praias mais próximas. Adorava o mar e fazer castelos de areia. Certa vez meu pai comprou caranguejos para o almoço. Eram enormes. No preparo são colocados na panela vivos. A minha tia que cozinhava não fechou bem a tampa e os bichos pularam no chão e foram atrás da gente. Foi um sufoco. (risos)
Você tem amigos da infância ainda?
Sim , inclusive até da época do maternal. Fui padrinho de casamento dele e de outros do colégio. Acredito que com os amigos feitos na infância, em geral, se estabelecem laços mais fortes em comparação as amizades concretizadas em épocas posteriores, mas claro que isso não é uma regra sem exceções.
O que sente falta da infância?
Andar de bicicleta pelo bairro, comer brigadeiro nos aniversários, abrir os presentes de natal, nadar na piscina do clube. Brincadeiras com meus colegas de condomínio (condomínio com muitas crianças), meus primos e com a turma do colégio. A infância é uma época em que podemos imaginar e sonhar sem compromisso, o que é ótimo .
Quando você era criança queria ser adulto?
De forma alguma. Aproveitava a falta de responsabilidades desta fase da vida. Claro que fantasiava em ser a personalidade de sucesso da época, algo natural para esta fase da vida.
Sonho de criança? Em que você sonhava ser quando era pequeno?
Como a maioria dos meninos neste país, também era influenciado pela TV e queria ser jogador de futebol, mas é interessante que eu já gostava de brincar de médico com minhas primas e precocemente , por volta de 10 anos, disse que seria médico.
Como foi sua juventude? O que você mais gostava de fazer para se divertir?
Gostava muito de esportes e os praticava com empenho. Fazia parte de uma equipe de atletismo em BH (Clã-Delfos) e cheguei a ser terceiro colocado no Troféu Brasil de Atletismo. Participei de alguns JEBs (jogos escolares brasileiros) e JUBs (jogos universitários brasileiros).Também era do time de futebol da minha sala ( ganhamos quase todos os campeonatos do colégio) e cheguei a ser do time do colégio e da faculdade por um tempo. Nas olimpíadas do colégio queria participar de todas as modalidades. Já quando adulto jovem, conseguimos (o time da medicina) ganhar o campeonato disputado pelas faculdades da Universidade depois de 30 anos . Entramos para a história (risos). Gostava de encontrar com os amigos em bares para bater papo (BH é a capital do Brasil neste quesito) , em sítios e viagens que planejávamos juntos. Cantar com a turma em uma roda ao som do violão. Organizar e participar de churrasco e festas . Paquerar as meninas era muito divertido também (risos). Nunca fui muito adepto a baladas noturnas e nem teria muito tempo disponível para isso. Sempre preferi o dia em relação à noite.
Quais eventos mundiais tiveram o maior impacto em sua vida durante a sua infância e juventude?
Me lembro da desfragmentarão da URSS em vários países após o insucesso da Perestroika de Gorbatchov e o fim do comunismo. Me lembro da Guerra do Golfo (EUA x Iraque). A eleição de Nelson Mandela como primeiro presidente negro da áfrica do Sul e o comemorado fim do Apartheid. A clonagem da ovelha Dolly que suscitou dúvidas quanto a possível clonagem humana futura. O projeto genoma . O crescimento da internet e do Windowns. A ascensão da banda de rock U2 do qual sou fã. A nível nacional, me lembro do confisco da poupança seguido do Impeachment do Presidente Collor, do plano Real que pôs fim a famigerada inflação. Lembro da morte do Ayrton Senna. Quase não acreditei que fosse verdade. Pensei tratar-se de brincadeira dos colegas que deram a notícia. Também a conquista do Brasil da Copa do Mundo de futebol em 1994 e a derrota em 1998.
Pessoas que influenciaram ?
Primeiro meu pai, que saiu da Itália e atravessou o atlântico num navio em condições precárias e apenas com o sonho de uma vida melhor e disposição para trabalho. Aqui constituiu nossa família com muito esforço, honestidade e perseverança. Tenho 3 irmãos, todos com curso superior, sem problemas financeiros e de caráter ilibado. Ele é meu maior exemplo de coragem, trabalho e dedicação à família. Sempre se preocupou em mostrar o caminho correto , mesmo sabendo que é o mais longo. Lutou para nos dar boa educação e bons valores o que considero sua maior herança. Ele dizia: “ande direito pra não perder o direito”. Segundo minha mãe, que me ensinou a ter paciência e humildade . Ela sacrificou grande parte de seu tempo em prol de nossa educação, além de fazer o trabalho doméstico. Me ensinou a perdoar e ser discreto em minhas ações. Em terceiro lugar, meus mestres na faculdade. Não vou citar um , pois poderia fazer injustiça com algum deles. Eles foram conselheiros e educadores no sentido mais amplo da palavra. Desenvolveram em mim a busca pela excelência profissional, e os conceitos de disciplina e hierarquia, que já havia adquirido no exército ao qual servi por 1 ano e meio (serviço obrigatório) como Tenente Médico, patente que carrego ainda hoje como reservista. Faço também uma homenagem ao filósofo Sócrates, que apesar de não ter convivido comigo, admiro porque nos trouxe ideias muito além de seu tempo e que até hoje nos influenciam indiretamente. Foi condenado a morte por não abrir mão de suas convicções, que estavam em sua quase totalidade de acordo com o que achamos eticamente correto. Não poderia deixar de citar o maior mestre, Jesus, que veio nos transmitir os valores morais mais sublimes. Se seguíssemos ao menos 10% dos seus ensinamentos já estaríamos num mundo totalmente diferente e melhor.
Como foi a educação recebida de seus pais?
Éramos 3 meninos e uma irmã mais velha (sorte dela – risos). Imagina o quanto brigávamos, risos. Felizmente meus pais eram conscientes da necessidade de dar bons exemplos e não apenas usar as palavras. Na época, não era incomum receber uns tapinhas em caso de bagunça ou atitudes incorretas. Um pouco diferente de hoje. Apesar disso, acredito no ditado que diz que violência gera violência. Enfim, meus pais nos deram muito amor e exemplo através de atitudes e valores cristãos.
Como era a escola quando você era criança? Quais eram suas melhores e piores matérias? De que atividades escolares e esportes você participava?
A escola era um lugar que frequentava com prazer. Gostava daquele ambiente. As turmas eram divididas em 40 alunos entre meninos e meninas. Os professores eram mais respeitados e um pouco mais valorizados do que hoje em dia. O quadro negro era bastante usado. Tínhamos que fazer fila para as atividades . Tudo organizado e com muita disciplina. Eu era bom especialmente em matemática e ciências (não sei como é a denominação atual). Eu era bem humorado, me sentia o máximo fazendo os colegas darem risadas. Meus professores elogiavam meu desempenho e comportamento para minha mãe e isto servia como incentivo. Não tinha uma matéria em que apresentava uma dificuldade em especial. Fora da aula , gostava de esportes como já disse. Assim, fazia parte do time de futebol da sala e da equipe de atletismo do colégio.
Formação escolar desde o início dos bancos escolares?
1 grau – Colégio Orlando Freire (BH); 2 e 3 grau – Colégio Marconi (BH); Faculdade – UFMG Mestrado - USP
Primeiro/a professor/a?
Não me recordo
Grandes professores?
Professor Mauro Roberto (Colégio Marconi); Professor Mario Lopes (UFMG); Professor Ênio Pietra (UFMG); Professor Luis Otavio Savassi Rocha (UFMG); Professor Ivo Prado Arnold (USP); Professora Berenice Bilharinho Mendonça (USP).
De que trata o profissional da endocrinologia?
O Endocrinologista trata das doenças das glândulas que secretam hormônios. A área de atuação do Endocrinologista abrange o seguinte: Diabetes, Doenças da Tireóide, Emagrecimento, Colesterol e Triglicérides, Osteoporose, Distúrbio do Crescimento e da Puberdade, Andropausa, Ovários Policísticos, Doenças das glândulas Hipófise, Paratireóide e Adrenal, entre outras.
Li na entrevista de um endocrinologista de que aproximadamente 250 milhões de pessoas sofrem com Diabetes no mundo, não existe um trabalho preventivo na tenra idade para reduzir tão altos índices de diabéticos?
Sim, os números são assustadores e existe uma previsão de aumento para cerca de 350 milhões em 2030. Podemos dizer que existe uma pandemia de diabetes que segue o crescimento vertiginoso da obesidade. A prevenção já é conhecida há bastante tempo e nada mais é que a mudança de estilo de vida, ou seja, comer menos calorias, menos alimentos industrializados e praticar atividades físicas regulares. A dificuldade está exatamente em adotar estes hábitos numa sociedade que exige cada vez mais produtividade em menor tempo , gera ansiedade, e que nos bombardeia com propagandas de produtos nutricionalmente ruins, mas agradáveis ao paladar.
Quais os sintomas da diabetes?
O Diabetes , quando descompensado, provoca poliúria (excesso de urina), polidipsia (muita sede), fraqueza e emagrecimento apesar de bom aporte alimentar. Além disso, a visão pode ficar embaçada, podem surgir infecções na vagina como a candidíase (secreção vaginal branca e coceira), entre outras. O grande problema é que o Diabetes só começa a dar os sintomas e sinais de sua presença, anteriormente citados, após muitos anos de seu início, em média 5 anos. Assim, já podem ter ocorrido até complicações da doença neste período que ela está “silenciosa”. Por este motivo é que se recomenda fazer exames de glicemia (açúcar no sangue) periódicos em todos os adultos após os 40 anos e, até antes, se o indivíduo apresentar fatores de risco.
É importante o acompanhamento da nutricionista para o endocrinologista? O trabalho tem que ser em sintonia com a Nutricionista?
Sim. A Nutricionista tem um papel muito importante de orientar o paciente sobre a alimentação adequada, com maior detalhamento e além disso adaptar a alimentação do paciente de acordo com suas preferências, na medida do possível.
Quais as implicações relacionadas ao exagero na alimentação?
O excesso alimentar em geral leva a obesidade, que por sua vez traz consigo uma série de doenças associadas: diabetes, colesterol alto, hipertensão, dor nas articulações, etc
O triglicérides alto implica em que perigo à saúde?
Sim, de forma semelhante ao colesterol, porém com menor significado clínico .O aumento dos triglicérides está relacionado a doenças cardiovasculares como infarto, AVC (derrame), obstruções das artérias das pernas, etc
Se o corpo humano é uno, por que a Medicina trabalha com especialistas em vez de Clínico geral?
A medicina evoluiu muito nas últimas décadas e continua evoluindo rapidamente. A quantidade de informações médicas é enorme, e a cada dia temos novas descobertas. A tecnologia incorporada aos procedimentos médicos fica cada vez mais complexa. Assim, um dos motivos que proporcionou a especialização dos médicos foi a necessidade constante de se atualizar em determinadas áreas do conhecimento. Nos dias atuais, dominar todo o conhecimento médico é praticamente impossível. De qualquer forma, considero fundamental que o médico , antes de se especializar, deve passar pela respectiva área básica , pois dessa forma ele vai ter uma visão mais global do paciente. Por exemplo: um Endocrinologista deve primeiro se instruir (de preferência através de residência médica) em clínica médica, um urologista deve ter feito cirurgia geral , etc. É assim que tem sido feito na maioria dos serviços de qualidade do país. Entre faculdade, residências e mestrado estudei 13 anos e ainda preciso continuar me atualizando. A medicina exige este esforço e quem opta pela profissão deve ter ciência desta realidade.
Os genéricos têm a mesma qualidade que os remédios de marca?
Em tese deveriam, mas como a fiscalização das agências regulatórias estatais nem sempre é eficaz , pode ser que alguns medicamentos cheguem ao consumidor sem a devida qualidade, como já ocorreu no passado. Acredito que em geral a qualidade parece boa.
O que levou a escolher esta área de especialização na medicina?
Eu gosto muito de clinicar , ou seja, de ouvir e examinar o paciente e a partir de seus sinais e sintomas montar uma hipótese diagnóstica e em seguida tratá-lo. Além disso, nunca gostei de dar plantões. Tinha muita dificuldade em ficar acordado à noite e perdia produtividade no dia seguinte ao plantão . Nunca tive afinidade com especialidades cirúrgicas. Assim, busquei uma especialidade que privilegiasse o raciocínio clinico e não procedimentos técnicos ou cirúrgicos e que me afastasse dos plantões. Associado a isso, na época de escolher, fui um pouco influenciado por meu cunhado que é endocrinologista e minha namorada que também era endocrinologista. Para finalizar , é uma especialidade com poucas vagas de residência e o número de diabéticos e obesos está em franco crescimento, ou seja, o mercado de trabalho tem boa perspectiva. Apesar deste último fator não ter sido determinante, foi um incentivo a mais.
Se não fosse médico?
Não me vejo em outra profissão. Talvez educador físico, pois gosto de esportes como já deve ter sido possível perceber.
Quais medos você tem ou teve? maior medo é o de envelhecer ou o de entristecer. ?
Tenho medo de passar pela vida e não ter dado minha contribuição ou cumprido minha missão, assim procuro me esforçar para fazer o melhor que posso e tento sempre evoluir. Não tenho medo da morte ou do envelhecimento. A morte acredito seja uma passagem para uma vida melhor e o envelhecimento faz parte do processo. O que busco é fazer o máximo daquilo que desejo e posso e tento ser útil para não me arrepender depois, quando não mais for possível fazer.
Qual foi o maior desafio até agora?
Talvez o maior desafio que enfrentei foi quando da minha mudança para São Paulo sem ter qualquer referência familiar ou amizade por lá . Foi um período de autoconhecimento, provação emocional e escassez de recursos financeiros dentro de uma selva de pedra com todos os problemas de uma megalópole.
Você se arrependeu de alguma coisa que disse ou que fez ?
Me arrependo do que deixei de dizer , como por exemplo eu te amo para pessoas que já passaram por mim e que não terei oportunidade novamente.
Fale um pouco de sua trajetória profissional e da sua história de vida?
Até entrar para faculdade não era um dos mais estudiosos. Era da turma do “fundão”. (risos)- aqueles alunos que gostam de ficar no fundo da sala fazendo bagunça. Apesar disso, prestava atenção na aula e lia a matéria pouco antes das provas e felizmente me dava muito bem . Sempre fui muito responsável. Nunca perdi média, pelo contrário, tinha sempre uma das melhores notas da sala. Fiquei muito feliz ao ser aprovado no vestibular de medicina, pois meus pais me incentivaram muito e me deram as condições para que eu estudasse para tal. Me sentia obrigado em retribuir o apoio e me esforcei para entrar numa faculdade federal que não cobrasse mensalidade. Aliás, desde a quinta série do primário sempre frequentei escolas públicas. Já na Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais era bom aluno e estudava bastante, como não poderia deixar de ser pelo curso que escolhi. Apesar disso, sabia dividir meu tempo com outras atividades que realizei durante a graduação (curso de inglês , italiano, dança, natação, etc). Minha dedicação à medicina foi ainda maior no período de especialização (residência médica) em que o médico residente é praticamente dominado pelo trabalho e estudos. Acho que é a época de maior sacrifício pessoal na carreira. Fiz duas especializações, após aprovação em concurso: Clinica Médica e Endocrinologia, com 2 anos de duração cada uma. A primeira em Belo Horizonte e a segunda em São Paulo. Após finalizá-las, optei por fazer ainda um mestrado, também na área de Endocrinologia, na USP (Universidade de São Paulo), mas desta vez trabalhando com crianças. Trabalhei no Hospital das Clínicas da USP por cerca de 7 anos. Aquele hospital tem dimensões de uma cidade; muito conhecimento é gerado ali. Nesta fase, tive a oportunidade de produzir artigos científicos que foram publicados em revistas nacionais e internacionais e também apresentei trabalhos científicos em vários países como França, Canadá, EUA, Finlândia, Chile e Argentina. Também fiz várias palestras pelo Brasil. Em paralelo a estas atividades, trabalhava no maior laboratório de análises clinicas da América Latina e 5 maior do mundo. Atuava como coordenador médico do setor de hormônios e de testes funcionais da sede em São Paulo. Além disso, era responsável pelo laudo integrado de tireóide (análise conjunta de exames laboratoriais, ultrassom e cintilografia da tireóide). Fiz mais de 2.000 destes laudos detectando inúmeros casos de hipotireoidismo, hipertireoidismo, nódulos e câncer de tireóide. No laboratório aprofundei meus conhecimentos em relação aos exames laboratoriais e tive a oportunidade de conhecer o mundo coorporativo. Ainda em São Paulo , eu era membro da Endoclínica , uma clinica privada de endocrinologistas quase todos advindos do Hospital das Clínicas da USP. Nesta clínica tive oportunidade de participar de um estudo multicêntrico internacional na área de Diabetes. Também fui aprovado num concurso do Tribunal de Justiça de São Paulo e trabalhei lá por 2 anos junto aos juízes e desembargadores , antes de vir para Brusque. Aliás, o que me motivou a vir a Brusque foi o desejo de melhor qualidade de vida. São Paulo tem vários pontos positivos, como excelente gastronomia, diversos eventos culturais, shows, feiras de negócios, oportunidade de desenvolvimento profissional e etc, porém o lado negativo se impôs na minha decisão de deixar a cidade: trânsito caótico , poluição, violência, superpopulação, etc. Decidi sair de uma capital e procurar uma cidade menor e de preferência no sul do Brasil, especificamente Santa Catarina pelas belezas naturais e cultura de origem europeia. Assim, fiz um concurso para a prefeitura de Brusque e fui chamado na mesma época em que terminava um relacionamento em São Paulo. Os fatos coincidiram e resolvi fazer minhas malas. Abandonei todos meus vínculos empregatícios e uma carreira estável e vim atender a população de Brusque e região. É um recomeço.
Algo que você apostou e não deu certo?
Apostei na melhoria da saúde pública do Brasil e infelizmente isso não aconteceu. Políticas de melhoria da saúde custam caro e os governantes pensam a curto prazo, pois as eleições ocorrem a cada 4 anos. Esta combinação bloqueia grande parte dos investimentos importantes no setor.
O que faria se estivesse no inicio da carreira e não teve coragem de fazer?
Nunca deixei de fazer algo por falta de coragem, mas talvez falta de oportunidade como por exemplo ter estudado na Europa, apesar de já ter apresentado trabalhos científicos por lá, como citei anteriormente.
O que você aplica dos grandes educadores, das aprendizagens que teve, no seu dia a dia?
Respeito ao paciente, busca da excelência na profissão e amor ao próximo
Quais as maiores decepções e alegrias que teve?
Decepções: Não me decepcionei com alguém especificamente, porque não espero nada de ninguém. Nunca faço algo esperando retorno. Posso dizer que me decepcionei com o ser humano em geral que ainda é muito egoísta. Alegrias : minhas conquistas profissionais. O nascimento dos meus sobrinhos. Acho que quando tiver um filho essa será a maior alegria.
Finalizando, quais os locais e horários em que o Sr atende?
Meu consultório fica no Edifício Salutar Centro de Saúde. Rua Augusto Bauer, 240, Jardim Maluche. Brusque Tel. 3396-8370.
Referências
- Jornal Em Foco. 12.02.13.
Dra Giselle Mirley Armelin Moritz
A entrevista da semana é a médica, Dra. Giselle Mirley Armelin Moritz (formada pela PUC/PR- Pontifícia Universidade Católica -Curitiba, completando a formação profissional em Ribeirão Preto/SP), nascida em Mandaguari/PR aos 17 de agosto, filha de Rubens e Laura Peres Armelin; Casada com Dr Marcus V. Bauer Moritz, com o qual têm três filhos: Marcela , Rebecca e NicolleQuais são as lembranças que você tem da sua infância?
Tive uma infância muito feliz, alegre com muito carinho, harmonia e amigos. Adorava visitar a fazenda de minha avó.
Você tem amigos da infância ainda?
Sim, mas com o tempo vamos nos distanciando, perdendo um pouco o contato (que é uma pena).
O que sente falta da infância?
Da vida sem compromisso.
Quando você era criança queria ser adulto?
Não; queria curtir aquele momento, gostava muito de ser criança, brincar, pular, andar de bicicleta.
Sonho de criança?
Pensava: quando crescer vou ser médica, quero ajudar as pessoas doentes!
Como foi sua juventude? O que você mais gostava de fazer para se divertir?
A juventude foi muito boa, com amigos verdadeiros. Nos divertíamos na época indo em discoteca e pizzaria, na pequena cidade de Campo Mourão/PR.
Quais eventos mundiais tiveram o maior impacto em sua vida durante a sua infância e juventude?
Lembro o dia que anunciaram a morte de Elvis Presley e do Brasil sendo campeão Mundial de Futebol nos Estados Unidos nos idos de 1994..
Pessoas que influenciaram ?
Tive muita influência de minha mãe que sempre deu a maior força para fazer o tão almejado curso de Medicina. Meu pai sempre me ensinando a ser uma pessoa cada dia melhor, falava: seja sempre uma pessoa responsável e ética
Como conheceu o Dr Marcus?
Estava no 4º ano de medicina fazendo plantão na obstetrícia do hospital São Vicente em Curitiba, nos vimos no corredor, naquele momento nossos olhos se cruzaram e nossas almas se reconheceram – “Foi amor à primeira vista”
Como era a escola quando você era criança? Quais eram suas melhores e piores matérias? De que atividades escolares e esportes você participava?
A escola era de freiras e bastante rígida, tinha regras para tudo. Melhores matérias: Biologia, Química e Matemática; pior: Geografia. Quanto a esportes sempre gostei de vôlei.
Primeiro/a professor/a?
A primeira professora foi a Irmã Catarina
Grandes professores?
Os grandes professores já foram na época da faculdade: Dr Marcos Parreira, Dr Renato Bonardi, Dr Antônio Bailão.
Como surgiu a medicina em sua trajetória?
A medicina surgiu quando era criança, tinha e queria ser médica de qualquer maneira. Sempre tive boas condições financeiras, isto favoreceu muito a realizar meu sonho. Meu pai era gerente do Banco do Brasil.
Qual sua especialidade na medicina?
Atuo na área da ultrassonografia – Obstetrícia e ginecologia
Além do SUS em que locais atende?
Sou concursada pela Prefeitura Municipal de Brusque, atuando na Policlínica, onde adoro atender “meus pacientes”. Trabalho também em minha clínica e, também, fazemos nossos procedimentos cirúrgicos nos hospitais de Dom Joaquim e Azambuja.
A entrevista com o paciente é um dos instrumentos essenciais para o clínico geral elaborar um diagnóstico seguro?´É importante escutar o paciente no atendimento?
A entrevista com o paciente: Anamnese - (Anamnese - entrevista realizada pelo profissional de saúde ao seu paciente, que tem a intenção de ser um ponto inicial no diagnóstico de uma doença. Em outras palavras, é uma entrevista que busca relembrar todos os fatos que se relacionam com a doença e à pessoa doente) constitui um instrumento essencial para elaborar um diagnóstico seguro, salientando-se que não escutar o paciente é uma falha do médico.
Deve-se informar e motivar o paciente?
O paciente tem que se motivado sempre: explicar o diagnóstico e orientar o uso da medicação, e a importância de usá-la corretamente.
Maus hábitos no dia a dia adoecem alguém?
Maus hábitos no dia a dia adoecem o paciente sim e eles só percebem com o passar do tempo
O que são medicamentos de referência?
É o medicamento que o laboratório pesquisa e lança no mercado.
Qual a diferença entre o medicamento genérico e o chamado similar?
O genérico é produzido sobre a supervisão da Agência Nacional de Saúde, já o similar é feito sem uma fiscalização rigorosa, portanto devemos dar preferencia da medicação referência ou genérico.
E a causa de os genéricos serem mais baratos? Mas como se pode saber se um determinado genérico é mesmo eficaz?
Genérico é mais barato pois é produzido com incentivo do governo. A sua eficácia é supervisionada pelos órgãos do governo e Ministério da Saúde.
Se não fosse médica?
Se não fosse médica não saberia ser outra coisa. Pois amo de paixão a minha profissão, principalmente a minha especialidade
E a depressão – resulta da falta de atividades como tínhamos antigamente?
A depressão em muitos casos acaba sendo desencadeada por uma tristeza profunda e crônica, por exemplo, a perda de alguém que amamos muito, mas muitas vezes é genético Medicação específica com atividade ocupacional ajuda bastante, além da psicoterapia de apoio.
Uma palhinha sobre o Genético?
Sim, a Genética é a ciência dos genes, da hereditariedade e da variação dos organismos. Ramo da biologia que estuda a forma como se transmitem as características biológicas de geração para geração.
Qual foi o maior desafio até agora?
O maior desafio para mim foi ser “mãe”... uma experiência muito difícil e complicada, porque em dois anos tive as três filhas (as duas últimas são gêmeas). Dividir o trabalho profissional e o cuidar das minhas três filhas que naquele momento precisavam tanto de mim. A sorte é que pude contar com o Dr Marcus que foi um pai maravilhoso, muito presente e carinhoso.
Você se arrependeu de alguma coisa que disse ou que fez ?
Não, se dizemos algo é por algum motivo e se o fizemos também. Arrependo-me, apenas de não ter curtido mais o meu pai.... a saudade dele parece ser cada dia maior
Você tem algum ressentimento?
Não, nenhum ressentimento.
Você tem algum medo? O maior medo é o de envelhecer ou o de entristecer ?
Sim, de ficar doente, até porque nós que trabalhamos na área da saúde cuidamos de todos que nos consultam e às vezes esquecemos de cuidar de nós mesmos! Outro, é o de de não conhecer meus netos.
Algo que você apostou e não deu certo?
Sempre aposto e vou até obter o objetivo apostado
O que faria se estivesse no inicio da carreira e não teve coragem de fazer?
Talvez morar por um período fora do Brasil.
O que você aplica dos grandes educadores, das aprendizagens que teve, no seu dia a dia?
Aos meus grandes educadores tenho muito que agradecer, porque sempre tentei pegar de cada um que passou pela minha vida profissional: “o melhor deles”. No meu dia a dia tenho a paixão da minha vida que é simplesmente meu marido, o Dr Marcus, que juntos discutimos sobre pacientes em comum ... parceiro de todos os momentos, trabalhamos há 26 anos é o meu “tudo”. Obrigado amor... (espero trabalharmos juntos por mais uns 26 anos né!!!!)
Finalizando, quais as maiores decepções e alegrias que teve?
A minha maior decepção foi a morte repentina do meu pai. Quanto as alegrias tive algumas marcantes
1) No dia da colação de grau – OK : consegui ser médica!!!) ;
2) No dia do meu casamento (porque casei com o amor da minha vida);
3) o nascimento de minhas filhas: agradeço a elas o carinho e aprendizado: pois somos muito melhores quando somos mãe! A vida fica alegre, temos razão para viver a cada dia mais.
Referências
- Jornal Em Foco. Edição de 14 de agosto de 2012.
Dr Marcus Vinícius Bauer Moritz -
Como foi sua infância e Juventude?
Passei a infância e juventude em Joinville, onde deixei grandes amigos. Aos 17 anos já cursava o primeiro ano da Faculdade de Medicina em Curitiba, que é uma cidade que gosto muito e também deixei grandes amigos e ótimas recordações.
Como conheceu a Dra Giselle?
Conheci minha esposa em 1986, durante um plantão, numa maternidade em Curitiba. Foi amor à primeira vista.
Como eram seus pais – influência na disciplina e na formação?
Meus pais me ensinaram a tentar sempre e fazer as coisas de maneira certa e honesta.
Formação Escolar?
Estudei no Colégio Bom Jesus em Joinville e na Faculdade Evangélica de Medicina em Curitiba, tendo obtido colação de grau em 1984. Em 1987, quando terminei minha especialização em Ginecologia, Obstetrícia e Ultrassonografia vim para Brusque; completo neste 2007, 20 anos de atuação na Medicina.
Enfrentou concursos? Saiu-se bem no Curso de Medicina e nos concursos ?
Terminei entre os 5 melhores alunos da minha turma; fui aprovado no concurso de Residência em segundo lugar; fui aprovado no concurso da Prefeitura, realizado pela FURB, em primeiro lugar, em 1999 e no Vestibular obtive o trigésimo lugar entre mais de 1200 concorrentes.
Influência da globalização na Medicina?
Medicina, hoje permite a troca de informação de maneira muito rápida, por isso temos que estar sempre nos atualizando.
A Internet e o dia a dia na Medicina?
Internet tem que ser muito bem filtrada, pois muitas das informações não tem sustentação científica.
Fumar faz mal à saúde?
Fumar mata aos poucos.
Grandes nomes na Medicina?
Medicina clínica maior expoente: Dr Lisandro Santos Lima que deixou em Curitiba uma das melhores escolas de Clínica Médica do Brasil. Medicina Cirúrgica: O saudoso Dr Carlos Moritz, foi o melhor cirurgião que tive a honra de ver atuar.
Se não fosse médico?
Gostaria de ser empresário, se não tivesse escolhido a Medicina.
Uma palhinha da vida profissional?
Sou médico integrante do quadro do Município de Brusque, dos Irmãos Fischer há 20 anos e tenho minha Clínica, juntamente com minha esposa, Dra Giselle Armelin Moritz, na rua Hercílio Luz,228- Clínica Senhora – onde fazemos Ginecologia, Obstetrícia e Ultrassonografia, Colposcopia e Prevenção do câncer ginecológico.
Lazer?
Viajar, cozinhar, bater papo com amigos.
O Brasil tem acerto?
Tem, é só investir em educação.
Qual o melhor livro que já leu?
Os sobreviventes de Pearl Harbor
Costuma ler jornais?
Sim.
Conhecia a Coluna Dez?
Sim
Referências
- Jornal A VOZ DE BRUSQUE. Edição de 23 a 30 de junho de 2007.
Dr Hailton Boing Júnior
Filho de Hailton e Nara C. Boing; natural de Tubarão/SC, nascido aos 18 de outubro de 1967; cônjuge: Maria H. Andrade Boing; dois filhos: Lucas e Victor Hugo; torcedor do Vasco da Gama; Especialização em cardiologia. Primeiramente fale sobre sua infância, sonho de criança, seus familiares, e educação recebida dos pais Venho de uma família humilde e que sempre valorizou a educação de seus filhos, nunca faltou empenho de meus pais, para que pudéssemos estudar em bons colégios, abrindo mão de certos confortos pessoais. Graças ao exemplo dado por eles, eu e meus outros três irmãos conseguimos ser aprovados na UFSC. Meus pais são exemplos de honestidade, garra e superação. E ainda hoje busco seus conselhos para ajudar a resolver as adversidades do dia a dia.Formação escolar?
Cursei o primeiro grau no Colégio Diocesano de Lages e no Colégio São José em Tubarão. O segundo grau, cursei no Colégio São José. Fiz a graduação, no curso de Medicina, na Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC, no período de 1985/90. Após a conclusão do curso me especializei em Clínica Médica no Programa de Residência Médica do Hospital Universitário da UFSC, no período de 1991/93 e especialização em cardiologia no Instituto de Cardiologia de Santa Catarina pertencente ao governo do Estado, no período de 1994/96.
Como surgiu Brusque em sua trajetória profissional?
Vim a convite de um colega de faculdade, Dr Carlos Renato Bortolini em 1996.
A cidade o acolheu bem?
Fui e continuo sendo muito bem acolhido pelo povo desta cidade. Aqui tenho muitos amigos, consegui reconhecimento profissional e tenho muita tranqüilidade para minha família. Só tenho a agradecer ao povo de Brusque pela acolhida.
Como surgiu a medicina em sua trajetória- alguns antecedentes no ramo?
O surgimento da Medicina em minha trajetória, acho que foi uma coincidência, pois comemoro meu aniversário no dia do médico e isso despertou a curiosidade pela profissão.
Quais são as principais doenças do coração?
As doenças mais freqüentes na minha prática diária são a hipertensão arterial – pressão alta, deslipidemias – distúrbios do colesterol e triglicerídeos, e as doenças coronárias – infarto e angina.
O que é angina, infarto?
São doenças provocadas pela obstrução das artérias coronárias por placas de gordura, a diferença entre elas é que na angina a oclusão não é total e o músculo cardíaco não é lesado ao contrário do infarto em que ocorre lesão.
O que se pode fazer para evitar essas doenças?
A receita para uma boa saúde já é bem antiga e todos com certeza já a escutaram. Boa alimentação, exercício físico, evitar o stress, atividades de lazer, respeitar os horários para alimentação e para o sono, não fumar, não abusar das bebidas alcoólicas e tratar os fatores de risco quando presentes.
Quais são os tratamentos para as doenças e a possibilidade de recuperação?
A cardiologia é a área da medicina que apresentou maior evolução nas últimas décadas, tanto na área de diagnóstico quanto na terapêutica das doenças cardiovasculares e hoje dispomos de medicamentos comprovadamente eficazes em alterar a história natural das doenças, bem como ainda dispomos de tratamento invasivos seja através da angioplastia ou da cirurgia com resultados cada vez melhores e com riscos cada vez menores aos pacientes. Isso sem contar que os serviços que realizam esses tratamentos invasivos se disseminaram para várias cidades facilitando o acesso a boa parte da população brasileira.
Li que incidência do infarto agudo do miocárido é de quatro a cinco vezes mais comum nos homens e pessoas de mais idade. Por quê?
Em relação a ser mais freqüente em homens é verdade, mas a proporção hoje é de 2 homens para 1 mulher, entretanto a mortalidade do infarto é maior nas mulheres. Em relação a idade também é verdade a afirmação, pois com o aumento de idade irão se somando novos fatores de risco além do que esses fatores costumam causar complicações a médio e longo prazo.
Quais os fatores de risco do infarto?
Os principais são a hipertensão arterial, diabetes, deslipidemia, principalmente o LDL (colesterol ruim elevado e o HDL baixo (colesterol bom), o fumo e o histórico de doença em familiares próximos como pais e irmãos. Além destes, outros considerados menos importantes são a obesidade, sedentarismo, triglicerídeos elevados e o stress entre outros.
O que mais surge – problema relacionado ao coração – no seu dia a dia para atendimento no consultório? Em que locais o Sr atende?
Atendo diariamente em meu consultório na Clínica CARDIOBRUSQUE, localizada na rua João Bauer, 380, fone 3355 – 1904 e pertenço ao corpo clínico do Hospital de Azambuja aonde presto atendimento aos pacientes internados.
Qual é o maior desafio no atendimento no setor de cardiológico no berço da fiação catarinense?
Existem vários, mas acredito que o maior é possibilitar aos pacientes que dependem do SUS, tenham acesso com rapidez a serviços de qualidade que prestam atendimentos de alta complexidade como cirurgias, cataterismos etc, os quais não dispomos em nossa cidade.
Amar é bom para nossa máquina?
Já é comprovado que emoções e sentimentos positivos liberam substâncias em nossa corrente sanguinea que tem efeito protetor sobre os vasos sanguineos e o coração. Entretanto ao contrário do que se pensa o coração não é o responsável pelas emoções e as palpitações e aperto no peito que sentimos quando estamos amando elas são decorrentes dessas substâncias liberadas no sangue. O cérebro é o grande responsável por nossas emoções.
Como é que está o nível do serviço médico oferecido na área da cardiologia da cidade, se comparado aos grandes centros?
O nível do serviço médico oferecido na área da cardiologia da cidade considero bom, dispomos de aparelhagem moderna e bons profissionais que procuram atualizar-se, pois encontro vários deles em diversos congressos médicos pelo Brasil, inclusive uma boa parte deles atende pelo SUS. O que não dispomos na cidade são serviços de alta complexidade como cirurgia, hemodinâmica, cintilografia entre outros , até porque tenho a opinião que nossa cidade ainda não os comporta, o que é necessário é facilitar o acesso a esses serviços prestados nas cidades vizinhas de forma mais ágil e que contemple toda população e não só aos que tenham plano de saúde.
Os programas de saúde cardiológica do Município atendem às necessidades da população, ou ainda existe alguma coisa que poderia ser melhorada?
Eu acho que a saúde pública em Brusque vem passando por uma crise: falta organização, falta planejamento e falta financiamento para o setor. Investir em medicina preventiva só dará resultados após vários anos e por isso recebe poucos recursos. Espero que esse quadro mude o mais breve possível.
Cigarro, palheiro e o cachimbo contribuem para atrapalhar o bom desempenho dessa máquina vital?
Como já comentei é um dos principais fatores de risco para doenças cardíacas e deve ser combatido com bastante vigor pelos profissionais da saúde, poder público e pela sociedade como um todo.
Melhor livro que leu?
Leio vários ao mesmo tempo, é difícil citar um só, recomendo o Livro do Riso e do Esquecimento de Milan Kundera
Melhor artigo?
São vários escritores, mas um que li recentemente e achei muito bom foi na National Geografic sobre o assassinato dos gorilas das montanhas.
Costuma ler jornais?
Diariamente.
Lazer preferido?
Ler, jogar futebol (pelo menos tentar).
O que é uma sexta-feira perfeita?
Sair do trabalho e ir jogar futebol e tomar uma cervejinha com a turma do Helinho lá no Paquetá
Como o Sr avalia a cardiologia no Brasil?
De altíssimo nível, uma das melhores do mundo, especialmente em São Paulo.
Referências
- Jornal Em Foco. Entrevista publicada aos 21 de novembro de 2008.
Jaqueline Maffezzolli - Nutricionista
A entrevistada da semana é nutricionista Jaqueline Maffezzolli, nascida em Brusque, aos 06.05.1988, filha de Rogério Maffezzolli e Elisa Beate Willrich Maffezzolli, solteira, Atende na Policlínica (Unidade de Saúde Central) (meio período) e meio período na Empresa: Kimak Ind. De Máquinas (área de Cozinha Industrial).Quais são as lembranças que você tem da sua infância?
Sempre lembro das brincadeiras com minhas primas, de sair com meu pai e minha irmã para irmos na famosa Caixa D’Água, de procurar a cesta de páscoa escondida por minha Oma. Da época de jardim de infância, quando éramos ensinados de como escovar os dentes. Das apresentações de dança do Colégio.
Em que você sonhava ser quando era pequena?
Sempre quis ser dentista, porém com o tempo fui pesquisando sobre outras áreas da saúde, até encontrar a Nutrição.
Quais eram suas melhores e piores matérias?
Sempre adorei Matemática e Biologia.Piores: Física (com toda certeza, rs)
De que atividades escolares e esportes você participava?
Desde a 1ª série até a 8ª participei da Dança do Colégio Cônsul, que sempre gostei muito. Já participei da turma de Ginástica Rítmica, também do Colégio. Já joguei um pouco de basquete (pouquíssimo tempo). Já fiz natação durante 1 ano.
Histórico escolar?
Fiz da 1ª série ao 2º grau no Colégio Cônsul Carlos Renaux em Brusque. Graduação na UNIVALI, em Itajaí. E iniciei neste mês de agosto a Pós-Graduação, pelo Instituto Valéria Paschoal, em Florianópolis.
Como surgiu a Nutrição em sua trajetória profissional?
Logo que me formei no 2º grau comecei a pesquisar cursos da área da saúde, pois, sempre quis nesta área, e então comecei a ler sobre o curso de Nutrição, conheci algumas pessoas que já eram formadas ou que estavam cursando, e isso aumentou o meu interesse na área, até porque na época (2006) poucas pessoas conheciam algum Nutricionista ou nem sabiam o que esse profissional fazia e como a expectativa em cima desta profissão já era grande, me interessei ainda mais e resolvi iniciar a Faculdade.
Qual é a disciplina/matéria mais difícil no curso de Nutrição?
Então, a cada semestre de Faculdade nos deparamos com uma disciplina que colocamos como a mais difícil, pois, com o passar do tempo acaba aumentando também o nível de dificuldade como também vai ficando mais específico, mas acho que as que exigiram mais, foram: Anatomia, Imunologia, Bioquímica, Dietoterapia, Nutrição Humana, Fisiopatologia.
Nutricionista é o único profissional habilitado a prescrever dietas, pois tem em torno de 4 a 5 anos de estudos dedicados apenas à alimentação humana (isso sem contar possíveis especializações. Por que a Nutricionista não é considerada médica ?
Bom, o termo “médico(a)” diz respeito a quem cursa a Faculdade de Medicina, que envolve todas as disciplinas humanas, inclusive uma disciplina de Nutrição. A diferença é que nós Nutricionistas aprendemos durante todos os anos de estudo somente sobre a Nutrição e não outras áreas do corpo humano.
Qual a diferença entre nutricionista e nutrólogo?
O nutrólogo é um médico, ou seja, que fez a Faculdade de Medicina, porém realizou uma Pós-Graduação em Nutrologia, tornando-se Médico Nutrólogo. Que se relaciona mais com a avaliação de doenças causadas por alimentação inadequada, e também situações associadas a deficiências nutricionais, entre outras funções. Porém, isso não o equipara ao Nutricionista, pois, mesmo um Nutrólogo tendo muito mais detalhamento sobre a Nutrição do que outros médicos, não chega a ter todas as informações contidas na Faculdade de Nutrição, inclusive não podendo prescrever dietas, que é uma atividade exclusiva do profissional Nutricionista.
Qual o alimento bom para a saúde?
Na minha opinião não existe um alimento “bom” ou “ruim”, e assim alimentos que podem prejudicar ou beneficiar a saúde do indivíduo, levando em conta aspectos relacionados à quantidade e frequência de consumo deste alimento. Já que a Nutrição trabalha o equilíbrio do organismo como um todo e não o uso de um alimento ou grupo alimentar usado isoladamente.
O prato tradicional brasileiro é arroz, feijão, bife e salada de alface e tomate. Pode ser recomendado para quem tem taxas elevadas de colesterol e triglicéridos e glicose?
De certa forma sim. Porém, cada pessoa deve ser avaliada individualmente, para que sejam verificadas as concentrações dessas taxas e as melhores recomendações para cada um. As orientações envolvem desde o tipo de arroz (integral ou polido), forma de preparo destes alimentos (feijão com ou sem carnes, carnes fritas ou grelhadas), tipo de carne a ser preferida (vermelha ou branca) e também questões relacionadas à variedade das saladas, os temperos utilizados, bem como sua forma de preparo. Portanto, em qualquer situação é necessária uma avaliação e orientação individual.
Por quê a gordura faz mal para o diabético?
Porque a Diabetes envolve não somente o consumo de açúcar que está diretamente relacionado ao seu controle, mas também como este açúcar do sangue (glicose) será utilizado no nosso corpo, para isso precisamos da Insulina, que é o hormônio responsável por tirar a glicose do sangue. E a gordura em excesso leva ao aumento da gordura corporal e abdominal, levando a uma Resistência à Insulina, dificultando cada vez mais a retirada deste açúcar do sangue, inclusive prejudicando a ação dos medicamentos utilizados para controle da doença.
Existem alguns alimentos que ajudam no controle da pressão?
Os alimentos fontes de potássio ajudam a equilibrar as quantidades de sódio no sangue, esse nutriente encontra-se na maioria das frutas, verduras e legumes (banana, frutas secas, brócolis, beterraba) e também nas leguminosas (feijão, lentilha, ervilha, grão de bico). E o que é muito importante também é evitar os alimentos que tem uma maior quantidade de sódio, que é o maior responsável pelo aumento da pressão arterial. Entre eles: temperos e molhos industrializados; conservas e enlatados; embutidos (presunto, mortadela, salame, entre outros) e defumados e alimentos processados em geral. De forma geral, uma alimentação saudável com frutas, hortaliças e cereais integrais, vai auxiliar para um melhor controle da Pressão.
Alguém disse que para perder peso é preciso amar a comida. Como é possível adorar comer e emagrecer ao mesmo tempo?
Isso porque para emagrecer não é preciso deixar de comer, muito pelo contrário é saber o que deve comer, as quantidades que devem ser ingeridas, estabelecer horários de refeições e o mais importante, estar disposto a se reeducar, mudar os hábitos alimentares e passar a gostar de alimentos mais saudáveis e que talvez não faça parte do seu dia-a-dia.
Quais são os grandes vilões da boa forma?
Geralmente os alimentos industrializados que apresentam excessos de gordura e/ou açúcares são os que mais atuam sob o ganho de peso, principalmente, se forem consumidos com muita frequência e em excesso. Por isso, evitem: sorvetes, bolachas recheadas, salgadinhos, pizzas, lasanhas prontas para micro-ondas, bebida alcoólica, refrigerantes, fast-food’s, bolos com chantilly e/ou nata, batata frita, bacon, etc.
É verdade que os homens perdem peso com mais facilidade que as mulheres?
Na maioria das vezes sim, isso porque os homens apresentam uma quantidade maior de massa magra (músculos) o que auxilia na aceleração do metabolismo, fazendo com que gastem mais energia do que as mulheres num mesmo tipo de atividade. Mas outros fatores também podem influenciar modificando essa questão, como a prática frequente de atividades físicas, a idade, doenças existentes, tipo de alimentos ingeridos, entre outros.
O fast-food é realmente ruim para a saúde?
O excesso do seu consumo com certeza vai prejudicar a sua saúde, isso porque esses alimentos são riquíssimos em gordura saturadas e trans, que contribui para aumentar o risco de uma doença cardiovascular, diabetes, entre outras. Mas se for consumido somente de vez em quando não terá problema, já que o que vai fazer com que isso se torne realmente perigoso é a sua frequência de consumo.
A nutricionista Michelle Schoffro Cook listou os dez piores alimentos de todos os tempos: Sorvete, Salgadinho de milho, Pizza, Batata frita, Salgadinhos de batata, Bacon, Cachorro-quente, Donuts (Rosquinhas), Refrigerante, Refrigerante Diet. Por que tudo que é bom não pode?
Esta questão depende muito da cultura e educação alimentar de cada um, porque na realidade precisamos aprender desde crianças a gostar dos alimentos mais saudáveis, fazer disso um hábito de vida saudável e desta forma, sempre iremos preferir e gostar mais dos alimentos que trarão mais benefícios a nossa saúde. E como já falei anteriormente, tudo deve ser feito em equilíbrio, esses alimentos podem ser consumidos desde que não em excesso e com pouca frequência.
O que é bom para curar a anemia?
Diferente do que a maioria das pessoas pensa, a anemia não ocorre somente pela deficiência de Ferro no nosso corpo, mas pode também estar associada a outros nutrientes como Vitamina B12 e Ácido Fólico (mais comum entre gestantes e crianças). Então, os alimentos fontes desses nutrientes ajudarão a repor as quantidades deles no sangue. Sendo que a Vitamina C ajuda na melhor absorção de Ferro no intestino, por isso junto com o alimento fonte de Ferro (carnes, feijão, fígado, folhas verde escuras) é sempre interessante consumir uma fonte de Vitamina C, como as frutas cítricas. Sendo que as principais fontes de Vitamina B12 e Ácido Fólico, são os mesmos alimentos fontes de ferro, ou seja, se houver um consumo adequado desses alimentos (carnes, leguminosas, vegetais verde escuros, cereais integrais...) ajudará na prevenção dos diferentes tipos de anemia.
Quais medos você tem ou teve?
Medo de não conseguir realizar meus sonhos, de não ser autossuficiente em muitos dos meus planos, de não conseguir ou simplesmente, não ser possível de realizar.
Maior medo é o de envelhecer ou o de entristecer. ?
Com certeza de entristecer, pois envelhecer faz parte da vida e nada melhor do envelhecer feliz, não é?!
Qual foi o maior desafio até agora?
Como ainda sou nova, não passei por grandes histórias ou experiências. Acredito que o maior desafio até agora foi fazer a Faculdade e começar a “andar com as minhas próprias pernas”, adquirir mais e mais responsabilidades.
Fale um pouco de sua trajetória profissional e da sua história de vida?
Iniciei meu trabalho como Nutricionista há 1 ano e 8 meses na empresa Kimak, na área de cozinha industrial. Um mês depois comecei a trabalhar na Prefeitura Municipal de Brusque, no atendimento ambulatorial da Policlínica, sendo que estou atualmente nas duas empresas.
Quais as maiores decepções e alegrias que teve?
Acho que até o momento nunca tive uma grande decepção. As minhas alegrias são ter uma família mais do que especial, pais sempre presentes, que tenho todo orgulho por terem me educado e proporcionado tudo que tenho e sou até hoje. E também por ter várias pessoas especiais na minha vida, minha irmã, meu namorado, meus amigos, que a cada dia mostram e fazem tudo valer a pena, por mais difícil que seja.
Referências
- Jornal Em Foco. Edição de 25 de setembro de 2012.
Dr João Antônio Schaefer
João Antônio Schaefer, filho de João e Matilde Olinger Schaefer, natural de Brusque, nascido aos 23.04.1918. São em três irmãos: Orlando José (farmacêutico), Tarcísio (engenheiro) e Dr. Nica (médico); cônjuge a saudosa Marieta Miqueis Schaefer (casados aos 04.06.47); 5 filhos: Delfino João (Ginecologista e Obstetricista), Maria Cristina (Belas Artes), Orlando (Engenheiro), Maurício (Engenheiro) e Mariane (Letras); 15 netos e nenhum bisneto. Torce para o C.A. Carlos Renaux e C.R. Flamengo.Como foi a formação acadêmica?
Iniciei os estudos básicos no Colégio Santo Antônio e, o último ano no Feliciano Pires, o Ginasial cursei no Catarinense (Florianópolis), o Segundo Grau e Medicina fiz em Curitiba.
O que levou para o caminho da Medicina?
O desejo de ser útil para a comunidade e para Brusque. Lembro com carinho as palavras colocadas no quadro de formatura: “Divino é trabalhar para aliviar a dor”.
O médico de ontem e de hoje?
Mudou muita coisa. Primeiro no modo como a profissão é exercida. Antigamente, tínhamos o médico de família. As consultas eram feitas em casa do paciente. As pessoas adquiriam confiança nem médico que tratava de quase todas as doenças e fazia um acompanhamento dos pacientes. Hoje, quase não se encontram mais clínicos gerais, só especialistas. Destaque-se, hoje, também, a proteção obtida com a aplicação das vacinas.
E as especialidades médicas?
Na minha época, todos éramos clínicos gerais, ressalte-se que já havia as especialidades, mas antes de se especializar, o formando tinha que passar pela clínica geral, para depois fazer especialidade.
E os avanços tecnológicos e as implicações na Medicina?
Uma grande mudança. A tecnologia evoluiu muito na área da saúde. Hoje dispõe-se de ultrassonografia, ressonância magnética, ecocardiograma, a tomografia computadorizada, a vídeo-cirurgia e daí por diante... é uma evolução constante e muito acelerada.
Alguns descendentes seguiram seus passos ?
Sim, o filho Delfino João e a neta Taísa, A neta Letícia também, pretende seguir os passos na Medicina.
Se não fosse médico?
Seria Professor.
O cigarro é um veneno?
Sim.
Alguma premiação como reconhecimento pelas atividades profissionais?
Tornei-me Oficial em 1940, como Primeiro-Tenente, obtive a medalha Cavaleiro conferida pelo Presidente da República e como Segundo Tenente, a medalha de Pacificador Duque de Caxias.
Participações na comunidade?
Entre outras: Fui Diretor da Maternidade C.C Renaux; presidi o Rotary Club, em duas oportunidades; presidi também a S.E. Bandeirante. Dirigi o Tiro de Guerra, durante 46 anos, atuei no Grupo Escoteiros no tempo de Henrique Bosco (Secretário do Prefeito , idos de 1926), fui um dos membros fundadores da Ação Paroquial São Luiz Gonzaga, integrei a diretoria da Igreja São Luiz Gonzaga, fui um dos fundadores da APAE, por 43 anos fui médico do Hospital Azambuja, também médico chefe do ex SAMDU.
Já saiu como candidato?
Sim, fui candidato à vereador e fui eleito.
Algumas considerações?
Pela dedicação e trabalho e engrandecimento de Brusque quero aproveitar a oportunidade para homenagear os saudosos: Irmã Ludgéria, Izaura Gouveia Gevaerd, Georgina da Luz, Cemirames Bosco (Henrique) e Irmã Ôda.
A atual administração municipal?
Reputo muito boa, traz progresso.
O Brasil ontem e hoje, tem acerto?
Sim, se houver espírito de coletividade e amor à Patria.
Uma palhinha da descendência
Delfino João casou com Sandra Fantini, têm 5 filhos: Ticiane (letras), Taísa (forma-se médica este ano), João Carlos (estudante), João Delfino (estudante), Susana (estudante turismo); Orlando casou com Sílvia Appel, 4 filhos: João Antônio Neto (engenheiro), Carlolina (farmacêutica), Patrícia (nutricionista), Marcela (estudante) ; Maurício casou com Beatriz Szpoganicz, 3 filhos: Aline (estudante de arquitetura), Letícia e Maurício; Mariane casou com Luiz H. Minatti, dois filhos: João Guilherme e Pedro Antônio, ambos estudantes e Maria Cristina com Waldir Eduardo Martins, uma filha: Flávia Tereza (estudante).
Referências
Notas de rodapé:- 1 – João e Matilde Olinger Schaefer- in memoriam;
- 2 – Orlando José e Tarcisio – in memoriam –Tarcísio foi Diretor do DER e Secretário de Transportes no governo Celso Ramos;
- 3 – Marieta faleceu em 25.07.95;
- 4 – Irma Ludgéria é cidadã honorária de Brusque pela Lei 20/60;
- 5 – A prof. Izaura G. Gevaerd recebeu o nome da Escola pelo Dec. 80/67;
- 6 - Também Georgina C.R. Luz recebeu o nome da escola;
- 7 – filha de Ivo Szpoganicz, de saudosa memória;
- 8 – Concórdia sediou os JASC em 70, 84 e 97
- Jornal A VOZ DE BRUSQUE. Edição de 05 a 12 de novembro de 2004.
Dr João Antônio Schaefer 2
O nosso entrevistado da semana é o médico João Antônio Schaefer, popular Dr Nica - conhecido como Médico de Família; Médico do Detran e Médico do Samu - filho dos saudosos João e Matilde Olinger Schaefer, natural de Brusque, nascido aos 23.04.1918. São em três irmãos: Orlando José (farmacêutico), Tarcísio (engenheiro) – ambos in memoriam e Dr. João Antônio - Nica (médico); cônjuge a saudosa Marieta Miqueis Schaefer (casados aos 04.06.47) e falecida aos 25.07.95; 5 filhos: Delfino João (Ginecologista e Obstetricista), Maria Cristina (Belas Artes), Orlando (Engenheiro), Maurício (Engenheiro) e Mariane (Letras). Torcedor do tricolor da Augusto Bauer e (C.A. Carlos Renaux) e C.R. Flamengo.Uma palhinha da descendência
Delfino João casou com Sandra Fantini, têm 5 filhos: Ticiane (letras), Taísa (form médica ), João Carlos (estudante de medicina), João Delfino , Susana (forma-se em direito); Orlando casou com Sílvia Appel, 4 filhos: João Antônio Neto (engenheiro), Carolina (farmacêutica), Patrícia (nutricionista), Marcela (estudante de engenharia) ; Maurício casou com Beatrice Szpoganicz- filha do saudoso Ivo Szpoganics, assessor jurídico na Prefeitura nas administrações dos Prefeitos Antônio -Néco -Heil (66/70), José Germano Schaefer/Alexandre Merico (70/73) e, Alexandre Merico/Antôno Waldemar Moser (77/83) - 3 filhos: Aline (Arquitetura), Letícia (Médica) e Maurício Migueis (Concluindo faculdade de Engenharia Mecânica); Mariane casou com Luiz H. Minatti, dois filhos: João Guilherme e Pedro Antônio, ambos estudantes e Maria Cristina com Waldir Eduardo Martins, uma filha: Flávia Tereza (Estudante de Direito).
Sonho de criança?
Queria ser médico
Formação acadêmica?
Iniciei os estudos básicos no Colégio Santo Antônio e, o último ano no Feliciano Pires, o Ginasial cursei no Catarinense – na Capital do Estado - o Segundo Grau e Medicina na Faculdade de Medicina do Paraná (Curitiba )
Como surgiu a Medicina em sua trajetória?
O desejo de ser útil para a comunidade e para Brusque. Lembro com carinho as palavras colocadas no quadro de formatura: “Divino é trabalhar para aliviar a dor”.
Na época prevalecia a Clínica Geral?
Na minha época, todos éramos clínicos gerais, ressalte-se que já havia as especialidades, mas antes de se especializar, o formando tinha que passar pela clínica geral, para depois fazer especialidade.
Como vê os avanços tecnológicos e as implicações na Medicina?
Uma grande mudança. A tecnologia evoluiu muito na área da saúde. Hoje dispõe-se de ultrassonografia, ressonância magnética, ecocardiograma, a tomografia computadorizada, a vídeo -cirurgia e daí por diante... é uma evolução constante e muito acelerada.
Como poderia ser traçado um perfil do médico de ontem e de hoje?
Mudou muita coisa. Primeiro no modo como a profissão é exercida. Antigamente, tínhamos o médico de família. As consultas eram feitas em casa do paciente. As pessoas adquiriam confiança nem médico que tratava de quase todas as doenças e fazia um acompanhamento dos pacientes. Hoje, quase não se encontram mais clínicos gerais, só especialistas. Destaque-se, hoje, também, a proteção obtida com a aplicação das vacinas.
Alguns descendentes seguiram seus passos?
Sim, o filho Delfino João e as netas Taísa e Letícia
Se não fosse médico?
Se não fosse médico, seria Professor.
Fale de algumas de suas atuações ?
Entre outras, destacaria : Presidi o Rotary Club (em duas oportunidades); presidi o Clube Atlético Carlos Renaux presidi também a S.E. Bandeirante; Diretor da Maternidade C.C Renaux; Dirigi o Tiro de Guerra (1951 a 1996), durante 46 anos; atuei no Grupo Escoteiros no tempo de Henrique Bosco (Secretário do Prefeito, idos de 1926); um dos membros fundadores da Ação Paroquial São Luiz Gonzaga; integrei a diretoria da Igreja São Luiz Gonzaga; fui um dos fundadores da APAE. Por 43 anos fui médico do Hospital Azambuja e, também atuei como médico chefe do ex SAMDU.
Uma orientação?
Gosto de mencionar o dito por Adão Myszk: “O melhor meio de conservar a saúde não está unicamente em se curar dos males presentes mas também em precaver-se contra os males futuros”.
Grandes alegrias? Tristezas?
Alegrias foram o nascimento dos netos, bisneto e também o lançamento do livro que leva o meu nome. Tristeza foi a perda da companheira Marieta.
O Brasil ainda tem acerto?
Sim, se houver espírito de coletividade e amor à Pátria.
Alguma premiação como reconhecimento pelas atividades profissionais?
Tornei-me Oficial em 1940, sendo que como Primeiro-Tenente, obtive a “medalha Cavaleiro” conferida pelo Presidente da República e como Segundo Tenente, a medalha de “Pacificador Duque de Caxias”.
Finalizando, Algumas considerações?
Pela dedicação e trabalho e engrandecimento de Brusque quero aproveitar a oportunidade para homenagear os saudosos: Irmã Ludgéria (agraciada com o título de cidadã honorária pela Lei 20/60), Izaura Gouveia Gevaerd (hoje nome de Escola em Tomaz Coelho, pelo Decreto 62/53 ), Georgina Carvalho Ramos da Luz (também nome de escola – na Alsácia - pelo Decreto 73/53), Cemirames Bosco (Henrique – que chegou a assumir interinamente como Prefeito na década de 20 - e Irmã Ôda.
Os médicos Ismar Morelli, Dr Nica, Adilson Schaefer e César Elias - com as esposas
- Entrevista publicada no EM FOCO aos 29 de novembro de 2013.


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